Marca de acessórios com tema africano: conheça a Quixotesca!

Márvila Araújo
A Quixotesca está mergulhada na temática africana! Choker (R$ 60) e brinco estampado (R$ 30) - clica na foto pra conferir mais! Próxima Ver mais fotos
A Quixotesca está mergulhada na temática africana! Choker (R$ 60) e brinco estampado (R$ 30) - clica na foto pra conferir mais!

A marca de acessórios do Rio tem esse nome por um motivo bem legal – Angélica dos Santos é uma grande sonhadora, assim como Dom Quixote. Ela criou a marca lá em 2008, quando parou de alisar o cabelo e decidiu assumi-los ao natural – só que Angel sentiu dificuldade em achar acessórios que a representassem pra compor o look, com padrões e motivos africanos. Em 2015 ela passou a investir mais na marca e agora a Quixotesca conta com brincos, turbantes, chokers supercoloridos que representam uma luta! Confere a entrevista que fizemos com ela abaixo:

O nome da marca é supercurioso! Qual o significado?
Quando li o livro de Dom Quixote, me identifiquei na hora! Ele acreditou em seu sonho e foi atrás, mesmo sendo chamado de louco. Não sigo padrões, sigo meu coração, uso e crio o que usaria – e também sou chamada de louca [Risos]!

Você tem preocupação com o meio-ambiente em relação à matéria-prima e produção?
Sim, os tecidos utilizados nas argolas são retalhos doados por clientes e amigos. Reaproveito latinhas de refrigerante, cápsulas de café, PET, tetrapak… Praticamente todas as peças tem algo reaproveitado.

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Se pudesse mudar algo no mundo hoje, o que seria?
Com certeza gostaria que tivesse mais igualdade. Acabaria com o racismo.

Qual é a sua opinião sobre apropriação cultural?
Não acho ruim. Desejo que a cada dia mais pessoas usem e conheçam elementos da cultura africana, que é linda demais e merece ser divulgada! O que me preocupa é o uso que as marcas fazem sem dar oportunidades. Por exemplo: existem várias modelos negras lindas. Quando um editorial é feito, usam o turbante – elemento da cultura africana – mas não dão oportunidade pra modelo negra linda, nem pra marcas como a minha produzirem. Por isso só uso modelos negras. É uma forma de dizer pra essas meninas: aqui nós temos vez! E também acho um assunto muito sério. O que pra muitos é apenas uma tendência, pra mim e pra outras mulheres negras é tudo o que temos, coisa de herança, sabe? Nós respiramos África, nos preocupamos com os problemas do continente, acordamos negras e tendo que nos reafirmar a cada minuto.

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Sobre empoderar a mulher, e principalmente, a mulher negra: vocês acham que estão no caminho ou há muito a trilhar?
Sim, fico muito feliz que cada dia mais mulheres têm se levantado pra aprender mais sobre si mesma -conhecimento esse que nos foi roubado com a escravidão. Tento, com a Quixotesca, ser um canal nesse processo de resgate da nossa autoestima, mostrando o quanto somos maravilhosas e herdeiras de uma cultura linda. Toda vez que uso um turbante, saio na rua com a sensação de que sou uma rainha, e quero fazer com que mais mulheres se sintam assim!

Quais são os planos pro futuro?
Expandir a marca pra que mais pessoas conheçam meu trabalho e usem nossas influências africanas, afrolatinas e brasileiras no dia-a-dia, porque é possível.

Quixotesca: (21) 98922-5033

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