Um vestido maleável feito em impressora 3D!

20.03.2014

Olha a luvinha da Madonna: uma malha de metal cheia de cristais
O shortinho de Rihanna: é uma foto de um short jeans impressa em malha de metal! Trompe l’oeil sexy!
Esse look de Lady Gaga com bolhas foi uma improvisação de Michael no set! O efeito ficou incrível e virou um clássico da cantora
Capa do disco novo da Cher, “Closer to the Truth”: brincos de Michael Schmidt
Look inteiro, no corpo cheio de curvas de Dita von Teese
Michael Schmidt mostra uma parte da “rede-malha” que formou o vestido
O vestido cheio de articulações: direto da impressora 3D!

Você pode não ter ouvido o nome de Michael Schmidt, mas com certeza já viu algo que ele fez. A pulseira-luva cheia de cristais na mão de Madonna no Grammy? É dele. As joias da capa do disco novo da Cher? Também. Aquele shortinho da Rihanna de malha de metal curtérrimo que parece jeans na capa da “Rolling Stone“? Idem. E aquela outra capa da “Rolling Stone” com a Lady Gaga usando “apenas” bolhas transparentes? Sim, mais uma dele. Como você pode perceber, o designer é especialista em roupas e acessórios de impacto pra celebridades pop. Mas Michael, que deu um rasante em SP a convite da Swarovski pra falar sobre seu trabalho em palestra pra clientes e imprensa, chama ainda mais a atenção por outro motivo. Trata-se de um vestido que ele desenvolveu em 2013 que foi feito em impressão 3D – é o 1º do gênero que é todo articulado, portanto com movimento, e foi feito sob medida pras curvas de Dita von Teese! E como a gente vislumbra que impressão 3D é mesmo o futuro, Blog LP te diz todos os detalhes a respeito da peça histórica – confira:

Mande por e-mail e eles imprimem: a Shapeways, empresa que “confeccionou” o vestido de Michael, recebe o projeto pela internet mesmo. Claro, você precisa mandar toda a “programação” e, pra isso, existem softwares próprios. Quem fez a programação pro estilista foi Francis Bitonti – eles trabalharam via Skype por 4 meses (Michael mora em Los Angeles e Francis em NY).

“Queria fazer essa tecnologia ficar sexy, Michael conta, explicando que o seu interesse não era por algo esculpido como já foi criado antes, mas por movimento. O esquema foi desenvolver uma espécie de rede-malha toda vazada e articulada. São cerca de 4.000 “quadradinhos”, cada um de tamanho diferente, pra formar um todo anatômico e acomodar todas as partes do corpo. Eles vieram em 17 pedaços de “malha” (“daria pra imprimir inteiro se a impressora fosse gigante”) que são “encaixados” um no outro, sem costura nenhuma.

Quanto tempo? O processo inteiro demorou 4 meses. A impressão em si tomou 3 semanas, com 5 impressoras fazendo só isso, exclusivamente, 24 horas por dia!

Dá pra imprimir esse vestido em casa? Não. Cada projeto é mais adequado pra um tipo de impressora 3D, e o desse, com peças vazadas, precisa ser feito com impressora que usa . O processo é impressionante: esse “pó” é unido em algumas partes e só “colocado” em outras, pra “ocupar espaço”. Quando a peça sai da impressora, o que você vê é literalmente um monte de pó, que você precisa limpar. E o espaço ocupado pelo pó vira… o vazado! Por enquanto a impressora pra casa, que já está sendo comercializada, usa líquido e não faz peças vazadas desse tipo.

Material: é nylon, ou seja, plástico, mas não em forma de fio como a gente está acostumado a ver nas jaquetas de frio. O pó de nylon formou esses pecinhas rígidas brancas, que depois foram tingidas de preto. O nylon, além de ser tingível, é levíssimo e durável. Depois, cristais foram aplicados manualmente pra dar brilho. Já existe tecnologia pra imprimir formas 3D de papel, madeira e até chocolate, mas ainda não dá pra imprimir um material que respire e seja lavável – ou seja, tipo roupa do dia-a-dia. “Mas estamos caminhando pra isso, e com isso virá a verdadeira revolução”, garante Michael.

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