Do que um jeans precisa pra ser cool, por Tommy Hilfiger

12.11.2015

O empresário Tommy Hilfiger deu um rasante no Brasil. Ele passou pelo país no fim de uma “turnê” por vários países, pela ocasião do aniversário de 30 anos da marca e também pra marcar um processo de expansão maior nos próximos meses por aqui. Mas… em plena crise econômica brasileira? Sim: esse assunto, entre outros, foram tema de um papo que tivemos com ele na sua loja recém-inaugurada na Oscar Freire, em SP, que agora recebe pela 1ª vez no país looks das coleções dos desfiles pra vender. Quer conferir a entrevista? Vem:

Atualmente o assunto no Brasil é a crise econômica. Ainda assim, a marca Tommy Hilfiger continua investindo no país. Por quê?
Existe um grande apetite por nossa marca no Brasil. Temos testado isso por alguns anos mas agora estamos realmente prontos pra crescer aqui. Estamos trazendo o melhor das nossas melhores coleções e achamos que os locais das lojas, especialmente esse local em SP, é uma ótima opção pra nós.

A Oscar Freire? Por quê?
Porque temos várias lojas de moda por aqui, muita beleza, uma energia ótima. E nos parece que esse momento particular que a economia brasileira enfrenta, de dificuldades, é um momento perfeito pra crescermos os nossos negócios.

É uma oportunidade?
Sim, é uma oportunidade porque temos um preço competitivo, ele não é tão alto como o de marcas de luxo nem baixo como o de uma fast-fashion.

Veja mais: a parceria incrível da Tommy Hilfiger com a brasileira Salinas

Como manter o fator cool da marca depois de 30 anos? [Houve um momento, depois de um boom promovido por artistas de hip-hop, que a marca sofreu um decréscimo nas vendas, mas ela conseguiu se recuperar muito bem desde então.]
Temos um envolvimento grande com estrelas de Hollywood e da música, modelos com uma quantidade enorme de seguidores no Instagram [Gigi Hadid, especialmente]… Estamos no meio dessa cultura pop.

Falando em Instagram, quão importante são as mídias sociais pra marca hoje?
Muito importante! Tanto pra Tommy Hilfiger quanto pro mundo. Mas se você pensar na quantidade de imagens que as pessoas vêem hoje, a gente acaba percebendo porque somos tão obcecados por imagem. Nós queremos as modelos mais cool, mais hypadas; nós queremos as maiores estrelas na passarela; nós queremos grandes produções de cenário [a do último desfile reproduzia uma praia com boteco de reggae e tudo!]; grande campanha; grande marketing; grande interação com o cliente. E é por causa da mídia social que temos cerca de um bilhão de impressões no clipping.

Um bilhão?!
984.000.000.

Uau. E sobre Rafael Nadal na campanha de cueca? Como foram os resultados, houve crescimento?
Os resultados com ele ainda estão acontecendo. Estão pelo mundo todo. Apontam-no como o homem mais sexy vivo. E ele é real, ele é um atleta profissional, o corpo dele não precisou de nenhum retoque na fotografia. E consequentemente a cueca [da marca] agora está muito popular! O volume de vendas cresceu dramaticamente. É um fenômeno.

Relembre: o strip tease de Rafael Nadal pra Tommy Hilfiger!

Você começou a trabalhar na moda com jeans. Queria falar com você sobre o assunto: o que uma calça jeans precisa pra ser bacana?
Conforto e caimento.

Só isso? (Risos)
Acho que essas são as duas coisas principais, porque você não quer vestir algo que não seja confortável. E também não quer vestir algo que não tem um caimento bom. E aí você pode fazer essa calça ficar bacana com o resto do look, o tipo de camisa, de sapato… e com a quantidade de vezes que você a lava! (Risos)

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