Clima anti-Trump marca a Semana de Moda de NY

16.02.2017

E em LA, as modelos do desfile da Tommy Hilfiger tinham uma bandana branca amarrada no pulso pra unificar os povos e pedir inclusão. #paz!
Jeremy Scott foi mais sutil em seu desfile – ele comentou sobre a supervalorização de imagens na cultura americana. Com um presidente que é ex-apresentador de reality-show, isso se torna um ato político
Kerby Jean-Raymond da Pyer Moss inspirou sua coleção em fotos antigas de seu pai, imigrante haitiano, e abriu o desfile com a frase “Nada a dizer”. Uma referência também à alfândega
As frases do LRS Studio estavam escondidas mas também causaram impacto. As calcinhas das modelos traziam “Nada de banimento, nada de muro”
Prabal Gurung desfilou camisetas com as frases “A revolução não tem fronteiras”, “Quebre os muros”, “Mantenha-se acordado”
Já a Public School usou vermelho e a frase “Make America New York” (Faça da América NY) um espelho do slogan do presidente Trump que pede pra que o resto da América pense como os novaiorquinos
E na coleção de Proenza Schouler, os shapes desconstruídos refletem NY, especialmente na mistura que ela tem… A gente pode ler como uma metáfora pro mix de culturas e, por que não, pra miscigenação
Narciso Rodriguez disse ter feito uma coleção pra tempos mais sóbrios e desafiadores. Na passarela, muito preto e vermelho
A Altuzarra também fez uso do vermelho e azul americano, e ao definir sua coleção o estilista usou a frase: “Parece com uma flor inocente, mas tem uma serpente escondida”
Uma das marcas que mostrou seu posicionamento foi a Calvin Klein. O desfile de estreia de Raf Simons pra marca teve roupas com as cores da bandeira americana e “This is not America” (Isso não é América, em tradução livre) de David Bowie em sua trilha sonora. Clica pra ver outras marcas que também fizeram ações parecidas

Em tempos de polêmicas envolvendo o posicionamento do presidente Donald Trump (especialmente em questões que envolvem direitos humanos), estilistas aproveitam a visibilidade em seus desfiles da Semana de Moda de NY pra expor suas visões. Mas enquanto alguns são bem claros e protestam com direito a camiseta-slogan, o que a gente nota é que existe um movimento criativo querendo entender o atual cenário, e principalmente refletir sobre o que significa ser norte-americano hoje. 

Em sua campanha, a Diesel pede: “Faça amor, não muros”!

A apresentação que mais repercutiu foi a da Calvin Klein, estreia do belga Raf Simons na marca, com “This is not America” de David Bowie em sua trilha sonora e uma coleção que pensa no que é a moda típica dos EUA, quais são seus símbolos principais, pra onde ela deveria ir. Mas além da CK, outras marcas também se posicionaram das mais diversas formas – teve até quem usou os shapes de suas roupas como metáfora. Na galeria você confere esse desfiles – clica na foto pra acessar! 

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