Pele na moda: luxo ou supérfluo?

ReproduçãoMesmo com a medida provisória de proibição, a venda de peles continua bombando…

Menos de 15 dias após a câmara da cidade de West HollywoodCalifórnia, apresentar o projeto de lei chamado “Fur Ban Monday” (segunda-feira sem pele), o item que causa dilema no mundo da moda continua mais vivo que nunca no mercado de luxo. A av. Melrose, situada entre Beverly Hills e West Hollywood e conhecida internacionalmente no setores da moda, lazer e negócios, é um exemplo disso. As vitrines de John Varvatos, Kitson, Maxfield e Arcade são algumas das muitas que estão abarrotadas de peles. Governantes, Ongs e defensores dos direitos dos animais têm tomado essas vitrines como uma declaração política, símbolo de resistência à medida que proíbe a venda. Vale lembrar que em 2010, a câmara de West Hollywood já havia vetado a venda de animais em pet shops. A medida deste ano, que deve entrar em vigor apenas em setembro de 2013, é inédita nos EUA.

É um antigo cabo de força que parece nunca ter fim. De um lado temos os ativistas pedindo um basta na matança desnecessária; e do outro, estilistas, lojistas e consumidores, que apoiam o direito de consumir peles e o comparam com o direito de consumir carnes. Diversas marcas, como Calvin Klein e Ralph Lauren, já proibiram o material em suas coleções. E não é só no mundo fashion que a discussão existe: o couro animal e alguns tipos de peles são comercializados em móveis e tapetes.

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No Brasil, apesar da maior parte do país ser banhada pelo clima tropical, o artigo ainda é produzido e consumido. Em 27/04 deste ano, um fato curioso alcançou visibilidade mundial na internet. O “twittaço“, protesto virtual contra o comércio de peles, fez com que grandes empresas e estilistas repensassem sobre a utilização do artigo em seus produtos. Colcci, Le Lis Blanc e a M. Officer, de Carlos Miele, foram as principais massacradas pelo protesto virtual. Ainda não há um órgão oficial que fiscalize essa área. E você, o que acha sobre tudo isso? Comente com sua opinião!

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