Onde o figurino vira moda: Mukunda Dassa

23.03.2019

Imagine uma grande hecatombe apocalíptica, e dos escombros e referências dos vários povos do mundo, sai um novo jeito de se vestir. Esse foi o caminho criativo de Mukunda Dassa, artista e estilista de 48 anos, pra criar seu universo e fazer sua moda. Ele nasceu em Sorocaba mas mora em Campinas faz 25 anos e faz parte da Cia Artística Ungambikkula, onde trabalha como performer e atualmente também como figurinista e cenógrafo; paralelamente, também produz peças sob medida. Ungambikkula funciona como uma banda, inclusive com álbuns gravados: “Durante os espetáculos acontecem performance, teatro, circo, dança”, Mukunda explica. A gente conversou com ele pra saber mais sobre essa moda diferente que ele faz – confira mais imagens na galeria e o nosso papo abaixo!

Qual é a sua formação?
Não tenho, sou autodidata e nunca estudei moda. Comecei a costurar faz uns 5 anos, faço as peças todas sob medida. Não tenho noção de tamanho de manequim tipo P, M e G.

De onde veio seu nome?
Meu nome é um nome iniciático que recebi faz uns 16 anos por causa da minha religião, sou hinduísta.

Como você começou a trabalhar com moda?
Há 5 anos precisei fazer figurinos pra companhia onde trabalho, pois não tínhamos verba pra pagar uma costureira. Decidi fazer eu mesmo e deu supercerto, hoje faço roupas também pro dia-a-dia.

Uma moda dramática, cênica: vem conhecer mais do trabalho do Mukunda Dassa
Mukunda faz peças artesanais e usa exclusivamente malha
Como não usa molde, cada peça é única
Sua moda é cheia de movimento…
E textura!
Ele vende peças prontas mas a maioria sai sob medida
O genderbender ou agênero faz parte de seu universo criativo
E também tem peça mais voltada pro dia-a-dia, sem perder a personalidade forte do criador
E olha quem tem peça do Mukunda: Fernanda Abreu!
E aqui, o Mukunda em si usando uma criação própria!

Quais tecidos você usa, quais técnicas?
Trabalho com malha. Comecei com esse material e gostei, portanto desde então uso somente malha. Inventei essas nervuras e faço uma a uma, depois monto a peça. Como não tenho moldes, elas acabam virando peças únicas.

Como o seu trabalho como performer influencia a moda que você cria?
Gosto muito desta coisa teatral, onde posso me inspirar e até me jogar sem preconceitos. O resultado é atemporal e único porque não sigo padrões e nem tendências, faço o que tenho vontade no momento e sempre com malha.

Onde a pessoa pode comprar sua moda?
No espaço cultural, mas muitas das peças na verdade são sob medida. Tenho um Instagram onde divulgo a marca e as pessoas podem conhecer um pouco mais, e é por lá que elas podem também entrar em contato.

Curtiu? Passa no Insta do Mukunda!

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