Categorias: Moda

E fez-se a luz: Miro lança seu livro-retrospectiva

26.11.2010

Ele é um dos maiores nomes da fotografia de moda brasileira. Pra quem não conhece a história: no começo de sua carreira, em Paris, simplesmente ganhou elogios de Guy Bourdin e Peter Knapp. Fez trabalhos pra “Elle” francesa e outras revistas internacionais. Mas seu lugar acabou sendo mesmo o Brasil, como um dos fotógrafos mais importantes no mercado, trabalhando para revistas como “Interview” e “Vogue” nacional, na fase Regina Guerreiro, e clientes como Mesbla, Melissa e Forum. Miro está lançando o livro “Miro, o Artesão da Luz” no MIS de SP nesse fim de semana e passou aqui pela redação do Blog LP. Tivemos o privilégio de folhear a obra com o próprio, ouvindo grandes histórias!

Aurea CalcavecchiaMiro

A nossa ideia inicial era pedir pra ele dar dicas de como sair bem na foto. A conversa acabou rendendo: “Beleza e naturalidade estão sendo substituídos por outros adjetivos.” Mas como assim? Ele começou a dar exemplos: “Terry Richardson eu acho uma besteira. Ele tem o espaço dele. Já o Juergen Teller tem coisas que eu gosto, outras que não sei. Isso que o faz interessante. Ele faz uma coisa muito pessoal, não é a beleza, a modelo top… é uma outra viagem.”

Mas sim, Miro deu dicas pra você fotografar seu amigo. Já que sua especialidade é a luz, a maior parte do que ele fala é sobre isso:

. “Fazer a foto com flash é o 1º passo pra não ficar tão boa. O flash é muito frontal. Tente se aproximar da janela, ou de uma luz natural, ou outra fonte de luz – que não seja o flash. Acho que é a luz que faz a pessoa ficar melhor ou pior, não é o ângulo ou o fotógrafo”.
. A melhor luz: da esquerda pra direita, que é como o nosso olho está acostumado a ler. Nos quadros clássicos a luz aparece assim. Modo de fazer: posicione-se de modo que a janela aberta fique do seu lado esquerdo e vire um pouco pra ela.
. Não gostou do chiaroscuro?  Então posicione a fonte de luz bem na sua frente e o fotógrafo entre ela e você. E de preferência, se você estiver em pé, o fotógrafo posiciona a objetiva um pouco angular na altura do seu joelho – isso geralmente alonga.

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