Inglaterra sai da União Europeia e o mundo da moda comenta

24.06.2016

É oficial: a Inglaterra não faz mais parte da União Europeia, o acordo que une países da Europa e permite a livre circulação de pessoas e mercadorias entre seus membros. A saída do Reino Unido foi decidida por um plebiscito que contou com 51,9% de votos a favor da decisão. Com esta mudança, as trocas comerciais e culturais são dificultadas e isso também afeta diretamente o mundo da moda, visto que a integração de Londres com outras capitais europeias é muito importante pros negócios.

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Christopher Raeburn, estilista inglês, tomou as dores do mercado e anunciou que mesmo com a mudança ia a Paris pra realizar acordos comerciais e “continuar a encontrar e trabalhar com nossos amigos europeus, resolvendo os impactos a longo prazo”. Adrian Joffe, o CEO sul-africano da Comme des Garçons, também expressa sua revolta e classifica a decisão como “um pensamento anticriativo“. De uma visão mais técnica do impacto do plebiscito nos negócios de moda, François-Marie Grau, o diretor da Federação Francesa de Prêt-à-Porter Feminino, declara: “São más notícias, só em 2015 o Reino Unido representou 16% de toda nossa exportação“.

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Do lado cultural, há um consenso entre os que são contra o Brexit de que o motivo principal da decisão é impedir imigrantes de entrarem no país. Sobre isso, J.W. Anderson é categórico em sua opinião: “Acho a situação muito, muito, nojenta“. O fotógrafo Nick Knight se irrita: “Xenofobia, ignorância, estupidez e medo são as forcas comandando este país”. E o Instagram foi uma das plataformas mais usadas pelos fashionistas pra expressar sua opinião. Montamos uma galeria com as reações, clica pra ver!

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