Hubert de Givenchy morre aos 91 anos

12.03.2018

E Clare Waight Keller, que assumiu a marca em 2017
Riccardo Tisci (que trouxe a Givenchy pro tapete vermelho das celebridades entre os anos 2000 e 2010)
Julien Macdonald (aqui, na transparência usada por Shalom Harlow, uma citação à blusa Bettina nos babados das mangas)
Alexander McQueen (esse terninho branco com um torcido no meio, usado por Stella Tennant no desfile, virou um ícone)
Depois de sair, Hubert viu alguns criadores assumirem a marca como John Galliano (na foto, a modelo brasileira Shirley Mallmann)
E 80! Parece até algo da Gucci de Alessandro Michele, né? Mas é um original Givenchy oitentista!
Ela seguiu bem sofisticada mas conversando com novas épocas nos anos 70…
A blusa Bettina, com esses babados na manga, apareceu na primeira coleção da sua maison homônima e virou um ícone da marca
E ao mesmo tempo tinha uma imagem supersofisticada
Brincava com modelagem e silhuetas…
E o vestido-saco!
O vestido baby doll…
Ele lançou alguns looks arquitetônicos a exemplo de seu grande amigo Cristóbal Balenciaga, como o casaco balão…
Quando abriu a maison nos anos 50, Hubert tinha um toque mais moderno que seus colegas
Hubert continuou vestindo Audrey até a morte dela, em 1993
Inclusive de costas!
E em “Bonequinha de Luxo”, a reinvenção do pretinho básico da Chanel: virou uma das imagens mais icônicas do cinema e da moda
Audrey vestiu Givenchy pela primeira vez nas telas em “Sabrina”, de 1954. Esse decote quadrado ficou conhecido como Sabrina!
A eterna musa: Audrey Hepburn!
Hubert de Givenchy morreu aos 91 anos; vem relembrar o seu trabalho na galeria!

No sábado, 10/03, o mundo fashion perdeu um de seus símbolos. Hubert de Givenchy, o fundador da maison que leva seu nome e que hoje conta com o estilo assinado por Clare Waight Keller, morreu aos 91 anos.

Seu nome ficou reconhecido internacionalmente via um ícone fashion: Audrey Hepburn, que ele conheceu antes das filmagens de “Sabrina“. Na trama, a personagem de Audrey (que dá nome ao longa) volta de Paris bem sofisticada, e precisa de um figurino à altura pra simbolizar isso. A atriz deu um balé na superfigurinista Edith Head e foi dar uma olhada nos novos nomes de Paris. Monsieur Givenchy, por sua vez, quando ouvir que a mademoiselle Hepburn ia visitá-lo, achou que ia encontrar… Katharine Hepburn, que já era uma superestrela de Hollywood na época. Deparou-se com Audrey, e nascia uma parceria que a transformaria num mito da elegância: Hubert não só a vestiu em diversos filmes como também fora das telonas. “As roupas dele são as únicas nas quais sou eu mesma. Ele é muito mais que um costureiro, ele é um criador de personalidade”, a atriz viria a declarar. Ah, o figurino de “Sabrina” ganhou o Oscar, mas quem subiu pra pegá-lo e agradecer… foi Head. E ela nem citou Hubert!

Veja também a nossa galeria em homenagem à atriz Tônia Carrero

Nascido em Beauvais, Hubert se mudou pra Paris aos 17 anos pra estudar na École des Beaux-Arts. A primeira casa de alta-costura na qual trabalhou foi a de Jacques Fath, e em Lucien Lelong esteve lado a lado com outros dois grandes nomes que também viriam a abrir casas próprias posteriormente: Christian Dior e Pierre Balmain. Mas o trabalho em que mais se desenvolveu nesses primeiros anos foi na Schiaparelli, de 1947 a 1951. Um dos mais jovens estilistas de Paris, abriu a maison Givenchy com 25 aninhos! E o primeiro grande hit foi a blusa Bettina, cheia de babados na manga, em homenagem à top da época, Bettina Graziani. Dois anos depois, em 1954, ele lançava uma linha de prêt-à-porter de luxo.

E sabe de quem Hubert era melhor amigo? Cristóbal Balenciaga. Quando Cristóbal se aposentou de maneira um tanto abrupta, aliás, Hubert herdou várias de suas clientes – Mona von Birsmarck, por exemplo. Era ele quem cuidava da Balenciaga Foundation e do acervo. “Balenciaga era minha religião”, disse uma vez.

Em 2017 Hubert ganhou uma retrospectiva de seu trabalho: veja mais!

O estilista se aposentou das passarelas em 1995 (confira o último desfile no YouTube). Um pouco antes, em 1988, o grupo LVMH adquiriu a divisão de moda. A divisão de perfumes ficou por um tempo com a Veuve Clicquot, mas hoje tudo (inclusive o champanhe em si) faz parte do LVMH! Em vida, Hubert viu sua marca passar pela mão de 5 criadores: John Galliano, Alexander McQueen, Julien Macdonald, Riccardo Tisci e Keller. Segundo Philippe Venet, o marido de Hubert, ele morreu enquanto dormia. A marca que ele fundou soltou uma declaração oficial: “A casa Givenchy está triste em comunicar a morte do fundador Hubert de Givenchy, uma grande personalidade do mundo da alta-costura francesa e um cavalheiro que simbolizou a elegância parisiense por mais de meio século. Ele vai fazer uma falta imensa”. RIP.

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