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Pra onde Harajuku está apontando? Será que é… pra trás?

20.08.2017

E a festa Showa Kayo Night que acontece toda 4ª quinta-feira do mês no Rhythm Cafe em Shibuya, com músicas da época!
E quem quiser entrar no clima da era Showa em visita ao Japão pode ir no museu do lamen em Yokohama, perto de Tóquio – ele é todo ambientado em estilo retrô, interessante mesmo pra quem não gosta do macarrão!
Pra buscar mais referências: um ótimo lugar é o Twitter @retoro_mode
Fora do personagem, Kyomi Tsukada também arrasava!
E a Amri, a andróide do Jaspion? Linda!
Os tokusatsus, seriados de super-heróis japoneses, são uma baita referência. Lembra da turma do Changeman?
Se você ainda não conhece a dupla Wink e esse vídeo mara, pare tudo o que está fazendo e vai pro YouTube! Pode procurar por 淋しい熱帯魚
Drama em Seiko Matsuda – e o brinco?!
E o biquíni de arco-íris de Kyoko Koizumi? As monaca provavelmente matariam por ele…
Miho Nakayama mostrando um tanto de anos 90 realness pra geral!
A dupla Pink Lady é uma delícia direto da década de 70 – e os looks? A gente adora!
Akina Nakamori era uma das mais sensuais entre as idoru do Showa, mas foi trocada pelo namorado e tentou suicídio. Sua imagem com o público nunca mais foi a mesma…
Entre as “idols” japonesas (eles falam “idoru”, e são como uma espécie de artistas do Disney Channel só que ainda mais famosas), uma das mais clássicas é Momoe Yamaguchi. Ela interrompeu a carreira em 1980 pra casar e se dedicar à família
Já a Starblinc faz roupa nova com cara de anos 60 – as referências vão de Pierre Cardin a Mary Quant, passando por Courrèges. Ou seja, retrofuturismo na veia!
Já na Wego, peças novas e peças de segunda mão convivem lado a lado! Essa é uma página do catálogo deles de julho, chamando a atenção pras cores fortes principalmente em acessórios
Mais da The Order – o segredo está em como combinar tudo isso
Quanto aos brechós japoneses, alguns são tão caprichados que conseguem ter várias roupas parecidas, o que dá impressão de grade e variação de cor como numa loja de roupas novas! É o caso dessas camisas da The Other
Ursinhos Carinhosos, por exemplo! Mas ela promete que a próxima coleção vai ter um clima anos 60… Eita!
E tem o fator Peco: ela já é um ícone de Harajuku e tem uma marca, a Peco Club, que tem coisas superoitentistas
E quando estão ligeiramente mais desmontadas, parecem mais próximas das Osaka girls
Essa turminha, ao que tudo indica, quer ser muito famosa: se apresenta dançando e cantando
Já a turma monaca tem um estilo que é uma transição entre o decora, na sua profusão de cores, e o retrô
Uma vibe super anos 70
Essa é a Runa, também da turma de Osaka
Uma versão nipônica do hipster: foto no meio da plantação de girassol!
A A-Chan, por exemplo, é mara! Ela adora uma sombra colorida!
Uma das referências do que pode acontecer em Harajuku vem direto de… Osaka! São essas meninas, as Osaka girls, que tem bombado nas redes sociais

Muita gente diz que Harajuku, o bairro mais famoso de Tóquio entre os fashionistas, “morreu”. Realmente não se vê mais tantas lolitas e decoras (duas subculturas do local, bem características) pela rua, e duas das publicações que mais divulgavam o streetstyle jovem japonês, “Fruits” e “Kera“, pararam de ser impressas. Mas o fundador da “Fruits”, Shoichi Aoki, estranhamente segue tirando fotos dos estilosos do bairro; e a “Kera”, que é bem focada em gothic & lolita, continua em versão online. E uma espécie de “concorrente” da “Kera”, “Melt Magazine“, acabou de ser lançada em julho!

Um mash-up que você não esperava: são as lolitas mulçumanas

Então será que dá pra falar que Harajuku “morreu”, sendo que lojas que existiam muito antes dessas subculturas mais conhecidas aparecerem como Milk (inaugurada em 1970 e hoje considerada uma das pioneiras das lolitas) e Cream Soda (de 1967, com forte apelo rockabilly combinando com os dançarinos de domingo do parque Yoyogi ali pertinho) continuam firmes e fortes? Será que na verdade é a moda que está mudando pra outro lugar que as pessoas ainda não conseguiram identificar muito bem? Os rapazes se aventuram cada vez mais na mistura de esporte e streetwear, com toques retrô à, adivinha, Gosha Rubchinskiy, e redescobrem marcas (teve a vez da Fila, da Champion, e agora eles surpreendentemente têm amado Comme des Garçons, Yohji Yamamoto e Undercover como há muito tempo não acontecia!). Mas e as meninas?

Veja também: a nova marca de Yohji Yamamoto abriu em Harajuku

Existe no ar um clima de nova subcultura surgindo e essa, talvez, seja muito menos exótica pros nossos olhos do que os decoras multicoloridos e cheios de badulaques. É que o nosso olhar se treinou, de alguma maneira, pra essa estética, via… seriados de heróis nipônicos tipo Ultraman. É que as novas fashionistas de Harajuku fazem uma versão mais colorida da era Showa (que vai dos anos 30 até o final dos 80), que funciona tanto como uma continuidade da decora (um pouquinho mais clean, é verdade) com um styling à Disney Channel e também como uma resposta japonesa ao trabalho de Alessandro Michele na Gucci e suas influências. Resumindo: uma mistura de brechó com peças novas em ar bem divertido; cores superfortes mezzo lisérgico mezzo color blocking; acessórios de resina, plástico ou esmaltados; referências ao próprio Japão tradicional em estampas e bordados (mas recontextualizadas). Na galeria a gente fez todo o trabalho pra você: de fotos de meninas que começam a despontar como novos ícones do streetstyle nipônico à referências Showa (tipo famosas como Momoe Yamaguchi e a dupla Pink Lady) e lojas que já existem no Japão como Starblinc, Wego e o brechó The Other. Clica na foto pra acessar e se inspirar!

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