Saiba mais sobre o estilista preferido da Carminha

13.06.2012

Quem é observador já percebeu: Carminha é fã de Michael Kors. Sim, estamos falando da personagem de Adriana Esteves em “Avenida Brasil“, que usa a bolsa metalizada da 2ª linha Michael Michael Kors (é assim mesmo, 2 vezes Michael, tipo Marc by Marc Jacobs), com os monogramas MK. Esse modelo, que está bombando no Brasil por causa da novela (diz que chove falsificação, também), é mais barato que a média dos produtos do estilista americano: uma bolsa dessa linha custa cerca de R$ 1.000.

O engraçado é que o grande público brasileiro não sabe detalhes sobre Michael Kors, bem famoso nos EUA. O estilista ficou mais conhecido por aqui por ter participado do “Project Runaway“, o reality show apresentado por Heidi Klum. Blog LP aproveita uma seção de perguntas e respostas que Michael fez com Fern Mallis (ex-diretora geral da Semana de Moda de NY) em evento na Big Apple pra contar mais sobre a vida e obra dele. Confira:

Michael fez testes pra comerciais quando pequeno: “Minha mãe me colocava num táxi com um pedaço de papel com o endereço onde seria o teste e eu ia encontrar o meu agente – tinha cinco ou seis anos. Hoje isso estaria na 1ª página do ‘Post’: ‘Abuso infantil’.”

Confira os looks de outono-inverno 2012/13 de Michael Kors

Ele ajudou a mãe a escolher o vestido de noiva em seu 2º casamento: “Ela me trouxe pra 1ª prova do vestido. Eu era tipo o parceiro do crime dela pra tudo. Minha mãe experimentou o vestido, que estava coberto um um zilhão de laços. Minha avó disse, ‘está maravilhoso, que vestido lindo’. Eu meio que sentei no canto e estava com uma cara de ‘não está tão bom’. Minha mãe perguntou: ‘O que houve?’ e eu respondi ‘acho que está abafado, é muita coisa’. A avó comentou: ‘Ah, ele tem cinco anos. Não ouça, está perfeito. É um Priscilla of Boston [marca de vestidos de noiva]. O que pode dar errado?’ O costureiro veio e minha mãe pediu pra tirar os laços do corpete.”

Aos 11 anos, Michael abriu a The Iron Butterfly Boutique na garagem de sua casa: “Fazia velas fabulosas, bolsas de couro com pontos aparentes, pulseiras de cobre martelado. Uma menina que morava na rua sabia como fazer crochê e criávamos golas. Acho que minha mãe achava que eu era louco mas deixava. Armei tudo no porão e chamei todas as crianças da vizinhança pra vir, e vendemos tudo em uma semana.”

Michael casou com Lance LePere em 2011. Sobre sua homossexualidade, ele contou: “Eu meio que sabia aos 10 ou 11 anos que certamente era diferente, mas cresci numa família onde ser diferente era motivo de aplausos”. E sobre o casamento: eles fizeram a cerimônia na praia, entraram em um jipe, foram pra East Hampton, comeram pizza no Sam’s e foram assistir “Histórias Cruzadas“.

Ele trabalhou na Lothar’s quanto fazia o colegial e atendeu gente como Jackie O e Rudolf Nureyev (que, segundo ele, deixava a cortina do provador aberta de propósito). Encontrou Vera Wang por lá e ela perguntou se ele queria ir ao baile do MET. Era o ano em que havia uma exposição sobre Yves Saint Laurent – os dois estilistas se conheceram pessoalmente na ocasião. E num certo momento da festa, todo mundo ficou em silêncio e veio a notícia: assassinaram John Lennon.

Michael Kors foi um dos estilistas a assumir a direção criativa da Céline, que hoje é comandada por Phoebe Philo. Isso aconteceu na mesma época em que Marc Jacobs assumiu a Louis Vuitton e Narciso Rodriguez entrou na Cerruti. Nessa época, a LVMH (que é o grupo da Céline) comprou 33% da Michael Kors.

E qual será seu legado na sua opinião? “Eu realmente acredito que o meu legado será ‘você pode ter tudo’. Você pode ser glamourosa e sexy e se sentir confortável na sua própria pele.”

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