Dois museus pra ver arte têxtil pré-colombiana de perto

20.11.2017

Elas não usam receita: inventam os desenhos na hora! Que tal?
Em Awana Kancha também tem demonstração do tear ao vivo
Olha a variedade!!!
Aqui, a polêmica cochonilha – apesar de ser um corante natural, é de um bichinho que fica no cacto – portanto não é vegan. Misturada com diferentes materiais, ela assume diversos tons, do roxo profundo ao vermelho vivo
Variedades de tingimentos feitos de maneira artesanal
Eles não interagem muito – só querem saber da comida!
Em Awana Kancha, a principal atração são os bichos que dão lã pras comunidades até hoje
Uma coisa bem bacana do Larco é que, além de uma mostra permanente caprichada, ele mantém seu acervo em exposição! Dá pra ter uma dimensão clara da riqueza das culturas pré-colombianas só de olhar pra essas vitrines cheias de arte em cerâmica
E os adornos? O ouro e a prata eram materiais sagrados, e serviam também pra representar a ligação entre os governantes e os deuses. Esses são da cultura chimú
Mas também traz tecidos em exposição, como esse, moche wari – as duas sociedades se relacionaram e se influenciaram mutuamente na época
O superfotogênico Museo Larco conta com uma seleção de cerâmicas maravilhosa
Essa é a fachada do Amano
Sabe o batik? O cultura nasca desenvolveu algo bem parecido nas suas técnicas de tingimento
Pra quem acha que renda é algo de alguns séculos atrás – tem estruturas tipo gaze como essa, com desenhos incríveis, que contam cerca de 3.000 anos!
Sabe o batik? O cultura nasca desenvolveu algo bem parecido nas suas técnicas de tingimento
Arte plumária em túnica do povo chimú: o que mais impressiona é a técnica que eles desenvolveram pra manter os desenhos que queriam e ao mesmo tempo dar movimento ao material. As plumas são unidas num sistema que lembra macramê, mas ele não aparece por baixo delas
Coisas como esse bordado belíssimo da cultura paracas podem ser vistas de perto no museu Amano em Lima! Vem ver mais

A gente te contou da instalação do Assume Vivid Astro Focus que está em cartaz no Mate, o Museo Mario Testino, em Lima, né? Avaf se inspirou na arte têxtil do povo Wari, uma das civilizações pré-colombianas que ocuparam a região do Peru. Mas sabe onde que ele viu as criações originais dos Wari? No Amano – Museo Textil Precolombino, que também fica na capital!

O fundador do museu, Yoshitaro Amano, era um colecionador particular e fundou o museu em 1964. Além de ter um acervo de babar, a montagem é muito interessante porque valoriza a história ancestral do desenvolvimento do tecido na região, paralela à da Ásia, Egito e outros lugares do mundo. Dá pra passar horas por lá curtindo a variedade de cores, técnicas e texturas – e tem visita guiada, então vale a pena se informar antes de se programar.

Veja também o nosso roteirão de ceviche em SP, Rio e BH!

Pra complementar, a gente sugere também uma manhã em Lima no lindo Museo Larco, fundado em 1926. Ele traz galerias que mostram 3.000 anos de arte pré-colombiana especialmente em cerâmicas – mas também conta com adornos em ouro e prata e têxteis. Muito completo, ele ainda traz um lindo cenário do lado de fora, cheio de flores coloridérrimas irresistíveis pra uma selfie. Ah, e não dá pra esquecer da sala erótica – representações históricas de atos sexuais em cerâmica que deixariam qualquer MBL de cabelo em pé… 

Outra sugestão de programa em Lima? O museu do Mario Testino!

Ainda vai esticar pro Vale Sagrado, Machu Picchu e etc.? Claro, né? Se você se interessa por têxteis, vai amar Awana Kancha, onde fica o Centro de Tejido Tradicional del Cusco. Além de saber mais sobre a produção atual de das comunidades da região andina, que continua superartesanal tanto na fiação quanto no tingimento e no trabalho de tear, dá pra interagir com alpacas, lhamas, vicunhas e outros cruzamentos! Os bichos estão mais interessados na comida, um mato que você pode dar pra eles, do que em brincar, então sinta-se abençoado se conseguir acariciá-los – e cuidado, eles costumam cuspir em humanos… 

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