<3 É a exposição de Agatha Ruiz de la Prada no Brasil!

26.06.2015

É a 1ª vez que a estilista Agatha Ruiz de la Prada vem ao Brasil. E ela, que é um dos nomes mais fortes da moda espanhola com suas criações muito coloridas de forte apelo pop, chega pra abrir uma exposição sobre seu trabalho, em cartaz na FAAP-SP até 23/08, e aproveita pra lançar seu novo perfume assinado, o Florever, que vai contar com campanha exclusiva pro país – a garota-propaganda é Fiorella Mattheis! Agatha tem um apelo imagético fortíssimo e dá pra dizer que sua marca é de lifestyle: tem vestido, camiseta, perfume, estojo, lip balm, caneta… Ao mesmo tempo, ela começou sua carreira sendo o lado fashion da Movida Madrileña, movimento contracultural pós-ditadura de Franco na Espanha, do qual também fez parte o cineasta Pedro Almodóvar. A gente conversou com Agatha no evento de lançamento do perfume, que rolou na própria FAAP – confira!

O que você está achando dessa 1ª vez no Brasil?
Cheguei na terça mas não consegui ver nada. Fiquei na montagem da exposição no museu, fui na rua muito bonita onde fica a loja da Havaianas e da Melissa [Oscar Freire], que adorei, e comi em restaurantes, mas já vou embora hoje com vontade de voltar e conhecer mais. Há muitos anos sonho em vir pra cá, a princípio queria fazer um desfile no SPFW. Mas quando surgiram as minhas exposições, pensei que era uma oportunidade inclusive de mostrar o trabalho pra mais gente.

Conversamos com Walé Oyéjidé, estilista nigeriano de moda masculina – confira!

Você já levou essa exposição pra outros lugares da América Latina, não?
Essa exposição é nova, é que adoro fazer exposições. Tenho coisas minhas em muitos museus, também. A 1ª exposição que fiz na América Latina vai fazer 10 anos, foi em Medelín, na Colômbia. Mas já expus em Peru, Santiago do Chile, Panamá, México – essa última teve visitação de 50.000 pessoas. Mas essa do Brasil traz a curadoria de Miguel López-Pelegrín, meu amigo de infância que mora a cerca de 6 anos no Brasil. Por motivos técnicos, os looks maiores não vieram, eram umas caixas enormes! Mas trouxe peças que já têm 30 anos, algumas do meu próprio guarda-roupa.

Uma vez que você tem essa relação com museus e expõe neles, qual é a sua opinião sobre a relação entre moda e arte?
Pra mim é muito importante. Quando comecei, faz milênios (risos), as pessoas não viam essa relação tão claramente. Agora tem moda em todos os museus do mundo. Você sabe que a exposição mais visita da história do Metropolitan de NY é a do McQueen? E muita gente não está “preparada” pra ver uma exposição de arte, mas de moda todo mundo gosta: as crianças, os mais velhos. Então são eventos que trazem muita gente que normalmente não vai a museus e isso é bom, porque se eles gostam, voltam. Eu, por exemplo, volto sempre, sou viciada em museus!

Qual é o seu preferido?
É o Prado. Outro é o Louvre. Tenho sorte de viver ao lado do Louvre em Paris, e vou muito. No Prado vou menos, o que é uma pena, mas quando vou me emociono muitíssimo. E tenho muitos outros museus favoritos!

Pena que você não vai conhecer o MASP.
Mas voltarei! Também tenho que conhecer Brasília, Rio de Janeiro, mil coisas! Todas as casas do Niemeyer…

Você tem planos de expansão, pro Brasil inclusive?
Não. Só vim porque encontrei com Miguel [o curador] no aeroporto de Lisboa um dia, que vinha do Brasil. Perguntei: ‘O que você faz no Brasil?’, ele respondeu: ‘Eventos culturais’. E eu: ‘Vamos fazer uma exposição!’ Mas essa 1ª viagem pro Brasil também foi importante por outro motivo: me reuni com as revendedoras do perfume daqui, eram 40 revendedoras, e com um distribuidor que atua nos lugares de menos acesso no Brasil, fora das capitais, nas cidades pequenas.

Encontramos a top Gigi Hadid em SP – vem ver!

Onde você vende mais perfume?
No Chile, são milhões e milhões. Estamos vendendo bastante em outros países também, mas o que faltava visitar era o Brasil.

Como começaram seus perfumes?
O 1º foi lançado em 1992. No princípio demorava muito pra lançar, cerca de 5 anos do começo do projeto até o lançamento. Mas logo começamos a lançar muitos, com mais rapidez, e hoje são 30. Na última viagem pro Chile, os revi e tinha coisas lá que eu não tinha na Espanha, então fiquei olhando-os, ‘ai, que bonito, ai, que bonito!’ Quanto mais olhava, mais gostava. Os perfumes me ajudam muito, vim com uma equipe pequena mas por causa da Puig [a distribuidora dos perfumes no Brasil] tive toda uma estrutura pra fazer a exposição, e a Fiorella [aponta a atriz na sala], que é um amor.

Você sempre faz looks muito coloridos, mas em SP, por exemplo, muita gente não usa cor, às vezes por causa de medo.
Existem dois pólos de cor no mundo: América Latina e a Índia. Não usar cor aqui é um absurdo, mas reparei mesmo que tem gente que não usa, uma pena.

Você tem alguma dica pra essas pessoas que não usam cor?
Psiquiatra!

Tags:                  

Compartilhar