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À moda da nova geração de músicos do Brasil

16.08.2011

Divulgação

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Tulipa Ruiz: "Eu curto coisas coloridas e acessórios de plástico. Gosto do Ronaldo Fraga e da 25 de março. Uso muito preto nos shows, para poder brincar com as cores das pulseiras, brincos, colares e maquiagem"

Já faz algum tempo, a moda deu as mãos pra música e elas saíram andando juntas. Desde então elas mantém uma relação onde uma está constantemente influenciando a outra. Já que é assim, Blog LP quis saber de que é feito o imaginário de moda da nova e influente geração de músicos do Brasil. Tulipa Ruiz, Thiago Pethit, Nana Rizinni, Tiê e Filipe Catto responderam a pergunta: se você fosse o produtor de um editorial de moda, como faria ele? Confira abaixo.

Tulipa Ruiz
“Faria com o francês Stephane San Juan em uma charrete conduzida por duas zebras na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Com meu sapato de fusca do Ronaldo Fraga. África, música, Minas Gerais, Paris, Rio, elegância e ziriguidum, mistura de estampas, cores e elementos. O nome do editorial seria tropical blasé“.

Thiago Pethit
“Acho que com modelos transexuais e travestis. De Lea T. à Marcelona, passando pela minha musa Renata Bastos.  Seria uma mistura de cabaré dos anos 20, com a pop art do Andy Warhol nos anos 60. Marlene Dietrichs e Twiggys misturadas com Rodolpho Valentinos e David Bowies. Todas de olhos pintados de preto, vestidas às vezes de meninos e às vezes de meninas. Alfaiatarias masculinas dos anos 20 e casacos militares para os looks masculinos, mas com cores berrantes dos anos 60. Vestidinhos e plumas dos anos 60, mas em cores escuras e muito preto. O cenário misturaria um estúdio de tijolos brancos, com pianos de calda pretos e paredes brancas com instrumentos coloridos. Levaria do meu armário pessoal um sapato preto de estilo oxford da Doc. Martens e um lenço amarelo-ouro que eu herdei da minha mãe. Bom, seria no mínimo divertido”.

Nana Rizinni
“Vale David Bowie? Acho ele um representante fenomenal tanto da moda quanto da música! E ele como modelo, qualquer lugar tá ótimo – um cenário bacana seria um cemitério de manequins. Comprei recentemente uma galocha amarela com desenhos pretos num brechó em NYC. Tô meio apaixonada por ela. Tenho uma calça dos anos 70, que era da minha madrinha e é LINDA, boca de sino de bolinhas. Já que falei de Bowie, acho que poderia girar em torno dos movimentos dessa época – a moda dessa década era de cores superfortes,e cabelos coloridos, acessórios, bandanas. Os artistas começavam a falar mais e mais o que pensavam”.

Tiê
“Nunca pensei nisso. Tem uma modelo que eu gosto muito que é a Lara Stone, porque ela é grandona, tem os dentes separados, não tem aquela carinha de menina. Eu acho ela chic, linda. Ou então a Kate Moss, pode ser? Acho que eu a colocaria na minha própria casa, misturada com a bagunça da minha filha, com meus instrumentos. Acho que uma jaqueta de couro que eu usei em 99% dos shows do Sweet Jardim, meu primeiro disco, e um sapato prata de salto. A inspiração seria a vida que levo aqui em casa, é lúdico, você precisa ver!”

Filipe Catto
“Ah, com certeza a modelo seria a Marina Dias, maravilhosa, com um cenário vazio, todo branco, vestida apenas com joias e nada mais. Meu escapulário de prata da Guerreiro, que eu uso sempre nos shows. A inspiração do editorial seria a crueza, na verdade. Uma coisa estourada, preto e branca granulada, com aquela alma meio voyeristica das fotos do Mapplethorpe.”

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