A exposição da revolucionária Mary Quant!

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Vai abrir a exposição homônima da Mary Quant em Londres! Próxima Ver mais fotos
Vai abrir a exposição homônima da Mary Quant em Londres!

A exposição sobre Christian Dior no Victoria & Albert é um sucesso – tanto que acabou se prolongando com 7 semanas extras! Mas enquanto o mestre do romantismo pós-guerra segue em uma parte do museu,  entra em cena em outro espaço dele a vanguardista que difundiu a minissaia do Swinging London e que sonhou com uma moda mais democrática: Mary Quant! Antes da emblemática butique Biba e da atual gigante inglesa Topshop, existiu a Bazaar de Quant e do marido Alexander Plunkett-Greene, loja inaugurada em 1955 na King’s Road que tocava música barulhenta, ficava aberta até tarde e ousou pensar num guarda-roupa mais jovem, mais colorido, mais divertido – e fazia apenas um ano que o racionamento do pós-guerra tinha terminado na capital inglesa!

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Ao contrário do que muita gente pensa, as curadoras Stephanie Wood e Jenny Lister defendem que Mary não é a “inventora da minissaia“. O título, disputado com o francês André Courrèges, é em si discutível porque a minissaia é mais um processo de encurtamento da saia que veio da vontade das ruas do que uma invenção pontual. E tudo aconteceu meio concomitante: tem um vestido da Mary Quant vendido em 1964 com a barra começando nuns belos 3 dedos acima do joelho; tem desfile da Courrèges com saia curta no mesmo ano. Não dá pra apontar um pioneirismo. A dupla da curadoria ainda diz que é muito difícil encontrar hoje um look que seja original de 1964 e que não tenha a barra alterada – a medida que a década ia chegando ao fim, as donas dos vestidos e das saias encurtavam mais e mais suas peças!

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Mary Quant ainda fez muito mais do que popularizar a saia e o vestido curtos: ela bombou o jérsei, material que já havia sido utilizado por Chanel em versão mais pesada e que com a estilista virou algo jovial; a meia-calça coloridona e opaca (que era usada, claro, com os mínis); um look fashion mais andrógino com calças femininas que na época só eram populares em contexto muito informal; o suéter justinho preto, tipo segunda pele, por baixo do jumper; capas impermeáveis de PVC. E acima de tudo, mesmo com uma ajudinha do marido, ela foi uma empresária de sucesso que construiu um império com a sua criatividade e boas sacadas! Mary, pra quem não sabe, continua viva: tem 85 anos. A marca também segue andando, especializada em cosméticos e focada nos mercados do Reino Unido e Japão. Veja mais da exposição em cartaz no V&A na galeria – ela abre no dia 6/04 e segue até 16/02/2020!

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