Sonia Gomes e Rubem Valentim no Masp!

11.11.2018

Em novembro, o Masp inaugura ao mesmo tempo as expôs de Sonia Gomes: “Ainda assim me levanto”, que vai ocupar a galeria do primeiro subsolo do museu, e Rubem Valentim: “Construções afro-atlânticas”, que vai ficar no primeiro andar. Elas integram o ciclo de histórias afro-atlânticas, foco do museu em 2018 – ao longo do ano, o Masp se dedicou às trocas culturais afro em torno do Atlântico envolvendo a África, a Europa e as Américas, com mostras individuais de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, Maria Auxiliadora e Emanoel Araujo, entre outros, além de uma grande retrospectiva com vários artistas. Você foi? Foi incrível!

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Os trabalhos da artista mineira Sônia Gomes vão ser exibidos tanto no espaço do museu como na Casa de Vidro, dialogando com a arquitetura modernista de Lina Bo Bardi. O título faz referência ao poema “Still I Rise” de Maya Angelou, escritora e ativista reconhecida por sua luta em favor dos direitos civis principalmente pra negros e mulheres! E a novidade é a madeira que é a protagonista das obras: a mistura da rigidez do material com a solidez do tempo refletido nos troncos e galhos resultam na ideia de raiz! Esculturas e instalações ligadas ao universo doméstico exploram os limites entre arte e artesanato! Tridimensionalidade, volume, equilíbrio, materialidade do têxtil e da madeira, serão alguns dos personagens da expô, permitindo uma aproximação maior do público com as obras da artista!

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Já a mostra de Rubem Valentim é voltada pra aspectos políticos, religiosos e afro-brasileiros das obras do artista. Textos inéditos e imagens raras de seus cadernos de anotações ficam disponíveis pro público se conectar ainda mais com o escultor. Suas referências envolvem o universo do candomblé e umbanda com seus cultos, altaresdeuses. As obras são compostas de signos e símbolos, geométricos originalmente, mas que são reorganizados pra formar uma base constituída por linhas verticais, horizontais, triângulos, círculos e quadrados! E junto com o grande uso da cor, o artista permite novas e diversas possibilidades de interpretações poéticas e formais

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Tudo fica em cartaz até 10/03/2019, sendo que no ano que vem o museu pretende se aprofundar em histórias feministas e histórias das mulheres! Clica na galeria pra conferir um preview de ambas expôs!

“Sonia Gomes: Ainda assim me levanto” e “Rubem Valentim: Construções afro-atlânticas”
De 13/11 a 10/03, de quarta a domingo das 10h às 18h e de terça das 10h às 20h
MASP: av. Paulista, 1578, Bela Vista, SP
(11) 3149-5959
Ingressos: R$35 (entrada); R$17 (meia-entrada pra estudantes e professores, e maiores de 60 anos); crianças pagam a partir de 11 anos. Às terças a entrada é gratuita pra todos, durante o dia todo!

“Sonia Gomes: Ainda assim me levanto”
De 24/11 a 24/02, de quinta a sábado: as visitas são guiadas por educadores às 10h, 11h30, 14h e 15h30; limite de 15 pessoas por horário
Casa de Vidro: r. General Almério de Moura, 200, Morumbi, SP
(11) 3744-9902
Ingressos: R$ 20 (entrada); R$ 10 (meia-entrada pra estudantes, professores e terceira idade)

Sonia Gomes e Rubem Valentim integram o fim do ciclo de histórias afro-atlânticas do MASP com expôs! Vem conferir!
A de Sonia Gomes, “Ainda assim me levanto”, traz uma outra parte exibida na Casa de Vidro!
O título da mostra é uma referência ao poema de Maya Argelou com o mesmo nome (“Still I Rise”). A poeta é reconhecida pela sua luta por direitos civis!
A artista pretende explorar os limites da arte e do artesanato!
E uma novidade: a protagonista das obras é a madeira!
Os trabalhos misturam rigidez e a solidez do tempo que se encontram nos troncos e galhos, resultando na ideia de raiz!
A expô da Sonia se encerra em 2019, ano das histórias feministas e das histórias das mulheres no Masp!
“Construções afro-atlânticas” de Rubem Valentim é voltada pros aspectos políticos, religiosos e afro-brasileiros das obras do artista!
Suas referências envolvem o universo das religiões afro-brasileiras como candomblé e umbanda!
As obras são compostas de signos e símbolos, geométricos primeiro, mas que são reorganizados pra formar diversas formas e linhas!
Com o uso da cor, o artista permite novas interpretações poéticas e formais!
As expôs vão do dia 13/11 a 10/03 no Masp, e de terça a entrada é gratuita! Vamos?

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