Categorias: Moda Recicle-se

Revista “Vogue” sem nenhuma foto! Crise, propósito ou estilo? Vem entender!

08.01.2020

07012020-capa-vogue(1)-.jpeg

Modelo Assa Baradji desenhada por Delphine Desane

Quando a gente compra uma revista de moda, espera encontrar páginas repletas de editorias megaproduzidos, chiques, descolados ou glamurosos. Mas 2020 já começou diferente. Pra entrar realmente na vibe desta década da sustentabilidade, a Vogue Itália traz sua primeira edição do ano de um jeito nunca visto antes.

As fotos e editoriais que normalmente compõem a linguagem de moda da revista foram substituídos por ilustrações feitas por vários artistas, como Vanessa Beecroft. Inclusive a capa teve 7 versões diferentes que representam modelos reais vestindo Gucci – olha aí que boa ideia de “branded content” (conteúdo pago).

Lili Sumner desenhada por David Salle, Ambar Cristal Zarzuela por Cassi A. Namoda e Olivia Vinten por Milo Manara (da esq. pra dir.)

Segundo o editor-chefe da “Vogue” Itália, Emanuele Farneti, a produção de editoriais não é nada sustentável. Eles envolvem, por exemplo, transporte de roupas, viagens de muita gente, longas horas de luzes e geradores de energia ligados, desperdício de alimentos que sobram do catering, etc.

Figura feminina desenhada por Vanessa Beecroft, Lindsey Wixson por Toshitaka Amano e Felice Nova Noordhoff por Paolo Ventura (da esq. pra dir.)

A troca de fotos por ilustrações também barateou bastante o custo de produção da edição. Por isso, todo o dinheiro economizado será doado à Fundação Querini Stampalia, o prédio histórico de Veneza que sofreu muito com as marés extremamente altas e os consequentes alagamentos da cidade. Seja por necessidade de economizar (o mercado editorial vive uma de suas maiores crises), seja por estratégia de marketing ou por uma real conscientização ecológica, esta edição de janeiro de 2020 promete fazer história – e deve inspirar outros títulos!

Tags:                        

Compartilhar