Pra você arrasar neste verão, 6 marcas de óculos de sol que querem salvar o oceano!

16.01.2020

A Zerezes tem um modelo feito a partir da reciclagem de 35 canudinhos de plástico

Você já sabe que pode caminhar com uma pegada de carbono menor usando o tênis de corrida da Vert ou da Cariuma, mas o verão 2020 está aí com tudo e a sustentabilidade vai – literalmente – dos pés à cabeça. E pra dar um toque especial neste clima de praia, eu te mostro como ser mais fashionista e ecoconsciente com óculos de sol! Neste post, tem uma seleção de modelos feitos a partir do descarte de plásticos, redes de pesca e outros materiais – todos com design bacana!

A Zerezes, que lá em 2014 fez uma parceria com a Farm (leia aqui!), é uma marca de óculos feitos à mão que se preocupa com a parte social e ambiental de sua cadeia produtiva. Depois de dois anos de muito trabalho, eles desenvolveram modelos produzidos com canudinhos plásticos – o terceiro item mais encontrado nas praias do mundo e que já foi proibido em 8 Estados brasileiros.

Os óculos da Zerezes acabam tendo uma cor única, já que nem todos os canudos são iguais

Cada par de óculos leva 35 canudinhos. Com tiragem limitada, o modelo rosa, cor de chiclete, foi criado em parceria com a designer carioca Juju Lattuca, que trabalhou no Clube Melissa como diretora criativa, já colaborou com marcas como Farm, Ahlma, Loja Três, Perky e Fábula, e, em 2018, criou sua própria marca, a Garotiou. E através de uma parceria com a ONG Amigos da Jubarte, a Zerezes fabricou os primeiros óculos da coleção com canudinhos doados por empresas que não podem mais usá-los. Mas infelizmente, mesmo com a proibição desse item no Rio, as praias cariocas continuam tendo uma grande quantidade de canudos jogados por lá, que são recolhidos por catadores e encaminhados pra comunidade do morro Dona Marta, na cidade do Rio, que cuida da primeira etapa da transformação do plástico em óculos de sol.

Os óculos da Waterhaul são feitos com redes de pesca retiradas dos oceanos – na foto, o modelo Fitzroy

Várias marcas no Brasil e no mundo estão transformando “lixo” em produtos incríveis. A inglesa Waterhaul tem o compromisso de retirar o lixo do oceano, como redes de pesca, que somam 640 toneladas de plástico no mar anualmente, para transformá-lo em óculos de sol próprios pra quem gosta de aventura. A marca, criada há menos de um ano, tem dois modelos: Fitzroy e Kynance, disponíveis em lentes escuras e transparentes. Discretos, são ideais pra quem gosta de um visual mais minimalista e custam £ 80 (aprox. R$ 430) – mas estão em promoção por £60 (ou R$ 320).

Nos EUA, tem a Norton Point com a mesma pegada: criar óculos de sol usando plástico oceânico. A partir do polietileno de alta densidade (Pead), presente em frascos de detergente e xampu e nas sacolas de supermercado, ela produz modelos que custam em torno de U$ 100 (cerca de R$ 420). Fundada em 2015, destina 5% do lucro para práticas que visam remediar os danos causados pelos 8 milhões de metros de plástico que mergulham nos oceanos todo ano.

Modelo Whitecap II da Norton Point tem selo de verificação da Oceansmade: as lentes têm opção escura e azul (por US$ 99, ou uns R$ 420)

Ao comprar um par de seus óculos, você está ajudando a reciclar e remover quase meio quilo de plástico do oceano – sendo que 95% foram usados somente uma única vez. Uma matéria-prima que é totalmente desvalorizada, mas que representa, segundo a Norton Point, uma soma de R$ 336 bilhões (!!!) descartados anualmente.

Bureo, assim como a Waterhaul, recolhe redes de pesca à deriva e as transforma em óculos! A empresa começou a iniciativa no Chile, com ajuda do governo para combater a poluição das águas ali. As redes são lavadas e trituradas. Deste processo, resultam pequenas partículas e para reaproveitá-las surgiu a parceria com a marca Costa del Mar, que criou 4 modelos.

Da Bureo, óculos de sol Victoria com lentes em tom de cobre – seus 4 modelos em colab com a Costa del Mar saem por US$ 199 cada (cerca de R$ 840)

Com lentes espelhadas ou não, os óculos Bureo x Costa vêm com uma capa protetora feita de material reciclado. Além dos óculos, a Bureo tem várias parcerias com pranchas de surfe, skateboards, garrafinhas reutilizáveis e até uma versão do jogo Jenga, o Jenga Ocean! Os produtos podem ser adquiridos no site oficial da Bureo, onde eles explicam sobre as parcerias com pescadores locais para evitar que descartem mais redes no mar.

Já a Ozeano parece a marca mais ousada! Australiana, produz seus óculos de sol com plástico reciclado, fita biodegradável e madeira de skateboards reciclados, e ainda garante a entrega neutra em carbono. Além disso, tem parceria com o Seabin Project, que atua na remoção de lixo do ecossistema marinho.

O modelo Bondi Skate é feito com madeira de skateboards reciclados – os óculos da Ozeano custam US$ 120 (cerca de R$ 510)

Cada par de óculos da Ozeano equivale a 12 kg de resíduos retirados do oceano, ou 900 garrafas plásticas de água! E eles doam 10% das vendas para a Fundação Fred Hollows, que leva tratamentos oftalmológicos pra populações em situação de pobreza extrema. Bacana, né? Muito bom ver a criatividade trabalhando para diminuir o impacto causado por tudo que é descartado nos mares. O mar não é lixeira! É bom lembrar sempre de recolher seu lixo quando for à praia e descartá-lo em local apropriado!

O modelo Freshie da Ozeano é feito de plástico reciclado e está disponível em 4 cores

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