IHT Luxury dia 1: Artesanato africano pro luxo mundial

16.11.2012

A designer de acessórios Delfina Delettrez
Frida Giannini, da Gucci, vai falar no dia 2 do evento, mas foi lá acompanhar as palestras
Farida Khelfa e Jean Paul Gaultier
Hanneli Rupert com uma das bolsas de sua marca sul-africana, a Okapi
Donatella Versace falou sobre a infância na Calábria e a ligação entre Itália e África
Lauren Bush Lauren em palestra sobre o projeto Feed, da ONU
Livia Firth
Pierpaolo Piccioli, Valentino e Maria Grazia Chiuri
Vivienne Westwood e Andreas Kronthaler
Manolo e Suzy Menkes, a idealizadora do seminário
Franca Sozzani, Manolo Blahnik e Rosita Missoni no IHT Luxury – veja quem foi!

Roma é o centro das atenções no mundo da moda e, principalmente, do luxo, por conta do “IHT Luxury” que acontece na capital italiana este ano. E logo na primeira palestra do dia 1, Simone Cipriani, da ITC, empresa que atua sob os olhares da ONU, já convocou os grupos PPR, LVMH e Richemont, citando os nomes de seus respectivos presidentes, pra se juntarem a marcas como Stella McCartney, Vivienne Westwood, Carmina Campus, Osklen, Sass & Bide e a joalheria Chan Luu. Todas elas têm parte da produção coordenada pela empresa de Simone, responsável pela organização e capacitação de artesãos africanos, com foco no Quênia.

Veja a programação do IHT Luxury 2012

“Queremos uma porcentagem de sua produção, talvez uma pequena parte, mas queremos trabalhar a longo prazo, para que não desapareçamos quando as dificuldades aparecerem na África“, convocou Simone antes de sentar ao lado de Suzy Menkes e Ilaria Venturini Fendi, da Carmina Campus, a pioneira nos projetos da empresa que não fala em caridade, e sim em trabalho pra quem precisa. Vivienne Westwood também apoia o método e militou durante sua participação no evento, chamando atenção pras mudanças climáticas, bandeira que ela levanta há tempos.

Bono e Ali Hewson a caminho do IHT

Empresas como a Maiyet, baseada em NY e fundada por Kirsty Caylor e Paul van Zyl – ele era um advogado especializado em direitos humanos da África do Sul -, e a Okapi, de Hanneli Rupert, filha do diretor do grupo Richemont, são bons exemplos da ligação entre luxo e artesanato em países subdesenvolvidos levantada pelo seminário. Ambas estão crescendo no mercado europeu e americano (a Maiyet vai abrir loja em NY e a Okapi é queridinha nas multimarcas inglesas), com produção concentrada nas mãos de artesãos locais.

Blog LP selecionou frases deste dia 1 de IHT, do artesanato africano à alta-costura:

Simone Cipriani (ITC):
“Nós fazemos negócios, e o fazemos em um novo e dinâmico ambiente. Isso não é caridade, queremos que vocês tenham lucro”
“O novo luxo significa responsabilidade, business, lucro e inclusão de forma justa na cadeia da moda”

Kim Jones (diretor de criação masculina da Louis Vuitton):
“A África me inspira. Uma das coisas que eu já fiz foi levar minha equipe inteira pra mostrar a eles do que isso se trata”

Jean Paul Gauultier:
“Não dá pra ganhar dinheiro com a alta-costura, mas dá pra fazer coisas interessantes. Não sei como isso vai evoluir”
“Em minha primeira coleção de alta-costura eu só vendi duas peças. Agora vendo um pouco mais”

Farida Khelfa:
“A Algéria é tão rica quando o Qatar, mas o ritmo não é o mesmo. Algo precisa ser feito pra diminuir esta lacuna na África”

Vivienne Westwood:
“A ideia de que você precisa produzir tantas coisas inúteis pra crescer… Não estamos crescendo na nossa humanidade”
“É muito difícil a busca da qualidade. Minha alta moda é feita com todos esses produtos. Eu não gosto da maioria deles, mas eu gosto das bolsas africanas”

Roger Cohen (NY Times):
“O Líbano é o destino número 1 dos carros de luxo britânicos. Existe um novo Oriente Médio emergindo e precisamos nos livrar dos estereótipos”

Donatella Versace:
“A África é tão importante quanto a Itália. Eles têm raízes artesanais, como nós”

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