Afinal, o que é uma joia sustentável?

21.05.2018

A People Tree também é outra das menores que faz joias sustentáveis. Que tal?
A Mosami é uma das joalherias menores que preza por matéria-prima de origem sustentável e cadeia de produção ética
Na marca Brilliant Earth, especializada em diamante, você escolhe tamanho, formato… e origem. Que pode ser até de um laboratório!
Penélope Cruz exibe suas joias ecossustentáveis no tapete vermelho de Cannes – é uma parceria da atriz com a Swarovski
A Chopard pretende bater a meta de 100% do seu ouro ter origem ética e certificada até julho desse ano
“Anel de Noivado”, 1961, de Roy Lichtenstein – vem ver mais do que seria uma joia sustentável

Reparou? Depois da sustentabilidade ter dominado a moda, a joalheria parece ser a próxima fronteira. A Chopard, por exemplo, entrou nessa. E a atriz Penélope Cruz anunciou o lançamento de sua linha com a Swarovski trazendo esse apelo. Mas o que seria uma joia sustentável, então? A gente te explica!

. Fair trade: a expressão significa melhores condições e valores pra quem fornece matéria-prima e mão-de-obra. E agora é a palavra-chave das joalherias. A Chopard, por exemplo, quer que seu ouro seja 100% ético até julho de 2018: “comprado de fontes sustentáveis e verificado de acordo com as melhores práticas socioambientais internacionais“. O ouro da coleção de Penélope também é fair trade.

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. Existem duas organizações com as quais a Chopard está conectada e que devem virar referência de mercado: a RJC Chain of Custody do Responsible Jewellery Council, que existe desde 2012 e verifica a rede de fornecimento de metais preciosos (ouro e também platina, paládio e ródio) em relação a direitos humanos, direitos trabalhistas e impacto ambiental; e a Swiss Better Gold Association, que ajuda mineradoras de pequeno e médio porte a adotar práticas mais ecossustentáveis e de inclusão social

. Mas também tem outras organizações: a Fairtrade Foundation atua no Reino Unido, por exemplo, e trabalha com minas peruanas; e também existe a World Fair Trade Organization

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. A Chopard está conseguindo atingir essa sua meta em 5 anos! Livia Firth, fundadora e diretora criativa da Eco Age, entidade que promove iniciativas sustentáveis em toda a cadeia da moda e levanta a bandeira do Green Carpet Challenge por um tapete vermelho que divulgue e concretize o eco fashion, é uma das parceiras da marca.

. Já Penélope estreou a sua coleção sustentável com a Swarovski no festival de Cannes desse ano e deve apresentar a linha completa em julho, durante a Semana de Alta-Costura em Paris

. Chopard e Swarovski são gigantes, mas existem outras marcas menores que usam o ouro de fair trade. A inglesa Mosami, por exemplo, tem toda uma filosofia eco combinada com dicas à carpe diem e mensagens que celebram valores como amizade e lealdade; a People Tree, que também é uma marca de roupas sustentáveis, já trabalhou com a Bomboulou do Quênia, que emprega pessoas com deficiência física, e suas fontes de matéria-prima também são confiáveis; e circulam outras que trabalham com a mineiradora peruana Sotrami, uma das referências na área.

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. Estamos falando muito de ouro… mas e o diamante, por exemplo? O filme “Diamante de Sangue“, de 2006, divulgou bastante a questão que é problemática especialmente no continente africano. A Better Diamond Initiative, por exemplo, é uma organização mas ela se dedica apenas a divulgar informações sobre novidades da área. O Responsible Jewellery Council também ajuda as marcas na questão de pedras preciosas de fontes responsáveis.

. A marca americana Brilliant Earth, por exemplo, é uma das que trabalha com o que chamamos de diamante reciclado. Como assim? Bom, é um diamante que já foi usado em uma joia mais antiga, por exemplo, e retirado dela pra compor outra joia. O termo mais adequado, portanto, é upcycling. Ela também usa diamantes do Canadá, Rússia, Botsuana, Namíbia e África do Sul, todos em fair trade, e diamantes criados em… laboratório! Dizem que eles possuem as mesmas características e brilho dos minerados na natureza, será?

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