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O saquê do Takashi Murakami deu água na boca!

05.08.2016

O artista Takashi Murakami tem um bar, sabia? É o Zingaro, que fica em Nakano-ku em Tóquio e tem o mesmo nome da sua galeria. Mas a novidade mais quente é que ele se uniu ao Next Five, grupo de 5 jovens fabricantes de saquê da região de Akita, pra fazer um saquê pra chamar de seu! É claro que ele aproveitou pra criar uma garrafa superestilosa com suas famosas flores Superflat. O problema, pra gente, é que a bebida só é vendida no bar Zingaro em si e “por arranjos especiais” diretamente com eles. Como infelizmente não estamos com planos de ir ao Japão tão cedo, mas ficamos com água na boca pra experimentar, a gente vai ter que se contentar com os lugares daqui mesmo… Tudo bem, a nossa seleção é tão empolgante quanto!

Mas primeiro: você sabe o que é o saquê?

O saquê é uma bebida fermentada feita de arroz polido. O teor alcoólico varia bastante, assim como o sabor: o grau de polimento do arroz no processo faz bastante diferença. As maneiras de fermentá-lo também criam ainda mais variantes, e o que realmente vai confundir sua cabeça se pedir sake no Japão é que podem te perguntar se vai ser cerveja ou uísque… É que pra eles a palavra se refere a qualquer bebida com álcool, sendo que nihonshu é o termo que usam pra se referir especificamente ao saquê.

Outra coisa importante: tudo bem beber o saquê que você costuma pedir no restaurante, aquele nacional, com sal. Mas saiba que saquê do bom a gente toma sem sal, puro – o tempero serve pra disfarçar o sabor de um saquê “não tão bom”… E quem já tomou dos mais finos (e caros!) sabe que existe todo um novo mundo de aromas e paladar! Outra experiência pela qual dá pra passar numa boa no Brasil é pedir saquê quente no restaurante, em um dia frio. Ele vem numa garrafinha charmosa e bebe-se em copinhos redondos, tudo de cerâmica – aí também não precisa do sal, porque o provável amargor original do líquido já evaporou com o calor.

E se decidiu beber uma garrafa em casa, saiba que a maioria dos saquês só dura cerca de duas semanas depois de aberto, viu? Então, oh, que sacrifício, melhor “enxugá-la” logo…

Não deixe de conferir nosso roteiro de lámens…
E também o roteiro de cevicherias!

Roteirinho de saquê em SP!

Pra se inspirar antes de sair, a gente recomenda o documentário “The Birth of Saké“, que está disponível no Netflix e mostra a história da Yoshida Brewery, uma fábrica de saquê à moda antiga. A bebida tradicional vem sofrendo com os tempos modernos: além da maioria dos jovens japoneses preferir bebidas ocidentais, essas fábricas que, de tão cuidadosas, poderíamos chamar de ateliês, enfrentam falta de mão de obra porque os antigos funcionários morrem ou se aposentam, e os mais novos não se interessam pela profissão. Depois de assistir, chega mais – esses locais têm rótulos pra você se aventurar:

. Espaço Kazu: r. Tomaz Gonzaga, 84, 1º andar, Liberdade
Olhando de fora, ele parece um restaurantão com uma grande vitrine, né? Mas suba as escadas: lá em cima tem, de um lado, um restô especializado em udon que a gente adora (o Meu Udon) e, do outro, uma doceria que guarda um monte de rótulos de saquês! Impressiona porque eles estão todos em uma espécie de vitrine, então dá pra ver tudo e escolher até de acordo com a garrafa que você achou mais bonita… Risos!
. Izakaya Issa: r. Barão de Iguape, 89, Liberdade
Os izakayás são os melhores lugares pra beber saquê porque são feitos pra isso! Servem porções pequenas de petiscos que combinam muito bem com os goles que você vai dar. Entre eles, o Issa é um dos mais famosos em SP – já pode pedir a entrada de 4 porções pra dividir com os amigos!
. Izakayada: praça Carlos Gomes, 61A, Liberdade
A gente curte esse izakayá especialmente porque a decoração é muito bacana! Os petiscos também valem a visita: todo mundo adora as costelinhas.
. Kinoshita: r. Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição
O bom restaurante do chef Tsuyoshi Murakami tem, entre suas atrações, não só o cardápio de comida mas uma adega de saquês!
. Kintaro: r. Tomaz Gonzaga, 57, Liberdade
Um izakayá com cara de boteco brasileiro, mas não se engane: peça a beringela no missô ou a costelinha de porco pra acompanhar o saquê!
. Kinu: r. dr. Chucri Zaidan, 251, dentro do Grand Hyatt Hotel, Morumbi
Um restaurante de hotel? Antes de você torcer o nariz, é bom experimentar: a comida é ótima e, sim, tem uma carta de saquês que é babado!
. Minato Izakaya: r. dos Pinheiros, 1.308, Pinheiros
Prepare-se pra fila (o bar tem poucos lugares) mas vale a pena: qualquer coisa que você pedir, quente ou fria, vai ser gostosa.
. Naga: r. Bandeira Paulista, 385, Itaim Bibi
É o bar do grupo do Nagayama, restaurante japonês bem conhecido de SP. Peça saquê e robatas – nome do espeto japonês. É tipo a versão nipônica do espetinho com cerveja!
. Quito Quito: r. Wizard, 193, Vila Madalena
É no meio da Vila, então a gente estranha um pouco e acha que vai ser daquele tipo de lugar que é roubada… mas a impressão dura só alguns minutos: apesar de ser propositalmente moderno, ele funciona no mesmo esquema dos izakayás, com destaque pras porções. E é gostoso!
. Yakitori Mizusaka: r. Manuel da Nóbrega, 76, Jardins
Fica dentro de uma galeria, com um balcão simples apesar do clima bem nipônico, e tem pouca oferta de saquê mas a comida que acompanha “vale o show”!

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