O que a gente quer muito ver da Mostra Internacional de SP

18.10.2017

A gente adora o Takeshi Kitano! A Mostra traz o terceiro filme da trilogia Outrage, o “Outrage Coda” – infelizmente o figurino não é Yohji Yamamoto, mas a história de gângsters continua eletrizante!
“Mulheres Divinas”, de Petra Volpe, fala de Nora, uma jovem dona de casa do interior da Suíça que vira militante pelo direito do voto feminino
O clássico de Joaquim Pedro de Andrade de 1969 “Macunaíma” é um dos com Paulo José que vão ser exibidos no vão do Masp. Ou seja: gratuitamente!
“Legalize Já” conta a história de ninguém menos que o grupo Planet Hemp! A direção é de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé
“Híbridos: Os Espíritos do Brasil” é um documentário de Priscilla Telmon e Vincent Moon que vê a ligação entre católicos, xamãs, espíritas, místicos… Instigante!
Estamos de olho no documentário “Aqualoucos” de Victor Ribeiro – a gente adorou esses macacões listrados!
Varda conta com uma retrospectiva do seu trabalho que inclui clássicos como “Cléo das 5 às 7”, de 1962
E o “Jane B. por Agnès V.”, de 1987, traz Jane Birkin fazendo vários papéis (até dela mesma!). Uma cinebiografia experimental? A direção é de Agnès Varda
“Paulo Autran: o Senhor dos Palcos” de Marco Abujamra fala desse que foi um dos maiores atores que o Brasil já viu
“Quem é Bárbara Virgínia” tenta desvendar o mistério sobre a 1ª mulher portuguesa a dirigir um longa metragem, a única a fazer um filme durante a ditadura portuguesa, e a única diretora mulher competindo na edição de estreia do Festival de Cinema de Cannes, em 1946. Nos anos 50, Bárbara se mudou pra SP. Nunca mais fez filmes, nunca voltou pra Portugal e morreu em 2015. Por quê? A direção é de Luísa Sequeira
“Torquato Neto – Todas as Horas do Fim” é o documentário de Eduardo Ades e Marcus Fernando sobre um dos letristas mais ativos da Tropicália
“Primeiro Bailarino” mostra Thiago Soares, que era dançarino de hip-hop do Rio e virou primeiro bailarino do Royal Ballet britânico. A direção é de Felipe Braga
São vários os longas biográficos que fazem parte da programação. Entre eles, “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro”, de Zeca Brito e Leo Garcia, sobre o jornalista Tarso de Castro
Uma das histórias mais clássicas de Nelson Rodrigues, “O Beijo no Asfalto” é adaptado pro cinema por Murilo Benício com grande elenco: Lázaro Ramos, Débora Falabella, Fernanda Montenegro…
Em “A Arte de Amar”, de Maria Sadowska, a gente assiste à história ficcionalizada de Michalina Wisłocka, que escreveu o livro “A Arte de Amar” e revolucionou a sexualidade na Polônia comunista na década de 70
“Yamato (Califórnia)” de Daisuke Miyazaki conta a história de Sakura, que quer virar rapper, e da filha do namorado de sua mãe, Rei
“Sexo, Piedade e Solidão” de Lars Montag traz 13 homens e mulheres conectados entre si que lutam pra encontrar amor, afeição e sexo em um mundo urbano cada vez mais duro e insensível
Você resistiria a um documentário sobre os “Hippies Soviéticos”?! A gente não! A direção é de Terje Toomistu
Sim, isso é uma japonesa de peruca loira. “Oh Lucy!” de Atsuko Hirayanagi traz uma aula de inglês diferente, onde os alunos precisam interpretar papéis de norte-americanos…
E o filme que abre a Mostra, que é de Ai Weiwei, se chama “Human Flow – Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir”. Ele acompanha refugiados por um ano em 23 países. Também vão rolar sessões pro público
“Sem Perdão”, o doc sobre Ai Weiwei de 2012, fala sobre o trabalho do artista que assina o cartaz da Mostra desse ano e mostra a pressão exercida sob ele pelo governo chinês
Outro de Paul Vecchialli: “Mulheres, Mulheres”, de 1974, com uma dupla de atrizes cheias de sonhos mas com uma carreira que já é passado
Um dos muitos filmes que fazem parte da retrospectiva de Paul Vecchialli, “A Chantagem” de 1975 traz a personagem principal, uma mulher proeminente na política, recebendo um filme pornográfico protagonizado pelo seu filho em casa
“Satã Disse Dance”, de Kasia Roslaniec, acompanha a jornada autodestrutiva da personagem Karolina, uma escritora
A maravilhosa premissa de “A Maldita Primavera”, de Marc Ferrer, é “Uma reptiliana é enviada à Terra para descobrir se a raça humana é uma ameaça ao restante das civilizações da galáxia e decidir se devemos ser exterminados”. Queremos ver, né?
“Vazante” é o primeiro longa solo de Daniela Thomas! Ela volta ao P&B de “Terra Estrangeira” (de 1995 com Walter Salles), mas com uma história que se passa em 1821
No documentário “Vênus”, as diretoras Lea Glob e Mette Carla Albrechtsen estão em busca de mulheres pra participar de um filme erótico baseado em suas próprias experiências sexuais
“Zama”, de Lucrécia Martel, é o selecionado da Argentina pra concorrer a Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Lucrécia já participou do “Women’s Tales”, o projeto de curtas da Miu Miu. Depois de fazer longas com histórias contemporâneas como “A Mulher Sem Cabeça” e “La Niña Santa”, esse é o seu primeiro trabalho “de época” – se passa no século 17
A gente já ficou bem mexido com “Uma Verdade Inconveniente”, de 2006. Agora, mais de 10 anos depois, é a hora de Al Gore mostrar como a problemática do esgotamento dos recursos naturais se desenvolveu em “Uma Verdade Mais Inconveniente”. Estamos supercuriosos!
A icônica Nico, musa de Andy Warhol e integrante do Velvet Underground, é o tema de “Nico 1988” de Susanna Nicchiarelli. Mas a ideia é mostrar a cantora já nos anos 80, em sua última turnê pela Europa. Vem ver outros longas da programação!

No dia 18/10, no Auditório Ibirapuera, acontece a abertura pra convidados da 41ª Mostra Internacional de Cinema de SP! Tanto o cartaz quanto esse filme especial a ser exibido na abertura são de Ai Weiwei, artista chinês que é um dos mais prestigiados do mundo hoje. A programação pro grande público segue de 19/10 a 1/11, com uma seleção que dá bastante prestígio pra discussões contemporâneas como a justiça de gênero (tanto em temática de filmes como na quantidade de longas de diretoras mulheres participando, 98 no total e 18 de brasileiras); refugiados (o próprio filme de Ai Weiwei, “Human Flow – Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir“, trata do assunto); a arte (um dos principais participantes é “The Square” de Ruben Östlund, Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes, que ironiza o mercado das artes e a elite intelectual); religião

O que a gente achou do figurino de “Blade Runner 2049”? Vem saber!

Entre visuais inspiradores, personagens-ícones (Nico, Jane Birkin…), temas instigantes e retrospectivas (dos cineastas Leon Hirszman, Paul Vecchiali, Agnès Varda e do ator Paulo José), a gente fez uma seleção do que a gente mais quer ver! Quem sabe ela não é igual a sua? Clica na foto acima pra ver – e pra saber mais sobre a programação, acesse o site oficial!

Tags:                              

Compartilhar