Conheça a artista sul-africana que faz arte com a própria pele

05.02.2019

Zanele Muholi é uma artista sul-africana, ativista visual e fotógrafa, e seu trabalho tem um poderoso significado. Nascida em Umlazi, na África do Sul, Zanele é a caçula de 5 filhos. Sua mãe viveu a vida inteira trabalhando como empregada doméstica e teve que deixar suas crianças pra trabalhar pra uma família branca durante época do Apartheid

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Um ano depois de formar-se em Fotografia Avançada, Muholi realizou sua 1ª exposição individual na Galeria de Arte de Joanesburgo, em 2004. Em 2009, ela já era uma artista premiada por sua tese que mapeou a história visual das lésbicas negras na África do Sul pós-apartheid. Assim, ela aumenta a visibilidade de pessoas negras lésbicas, gaystranssexuais.

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Sua arte passou por várias etapas, até que Zanele iniciou o projeto Somnyama Ngonyama (“Salve a Leoa Negra”), no qual trabalha desde 2012. O projeto de auto-retratos da artista traz vários elementos que quebram o estereótipo criado historicamente pras pessoas negras. Muholi utiliza sua própria pele e o alto contraste das fotos pra realçar a tonalidade negra. Outros elementos e simbolismos, como o uso de acessórios triviais do dia-a-dia tipo bexigas, pregadores, pneus e alfinetes, também chamam a atenção. Confira algumas de suas fotos clicando ali em cima!

Zanele Muholi é uma artista sul-africana com um subtexto ativista, de visibilidade e empoderamento – confira na galeria!
Ela iniciou o projeto Somnyama Ngonyama (“Salve a Leoa Negra”) em 2012, e esse tem sido o foco de seu trabalho
O projeto consiste em auto-retratos realizados com elementos que quebram o estereótipo criado historicamente pra pessoas negras
Ele levanta questionamentos sobre crenças relacionadas a beleza, raça e identidade cultural
Nessa foto, Zanele aparece com fios de lã enrolados em volta do rosto e do pescoço. Eles remetem a sensação de ser estrangulado vivo diante da violência frequente contra a população negra
O uso desses adereços significa, segundo ela, “usar bem o que temos”
As críticas são aparentes, né? Aqui ela faz o uso do dinheiro pra apontar a dívida histórica e as mazelas que negros enfrentam até hoje

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