Aquele auê com Teka Brajovic, A Figurinista!

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Teka Brajovic, a dona da A Figurinista

A marca de acessórios de Teka Brajovic se chama A Figurinista e é toda feita à mão por artesãos e ourives cuidadosos. Entre os diversos itens produzidos pela marca, há inclusive casquetes de luxo. Teka é formada em História pela USP e faz pesquisas aprofundadas dos temas e materiais que são, muitas vezes, originários de reuso, pra criar suas coleções. Antes, ela já teve a If, que inclusive chegou a desfilar no Amni Hot Spot. Conversamos mais sobre o processo criativo dela, confira:

Sua extinta marca If transformava peças vintage em novos itens. Você reformava roupas num momento – entre 2000 e 2005 – em que quase ninguém pensava nessa proposta. Havia uma preocupação específica com o reuso e a reciclagem dos materiais já nessa época?
A preocupação com o reuso sempre foi um dever. Não podemos mais produzir nada sem pensar no futuro daquele produto, se ele terá um tempo de duração que dure gerações, ou se os materiais poderão algum dia serem reaproveitados. Então a qualidade dos materiais é fator predominante na escolha.

E hoje, nas coleções que você produz a partir de itens reaproveitados, recolhidos por um período maior de tempo, como pedaços de bandejas, talheres etc.?
Tem a ver não somente com o ciclo dos materiais, mas também com a inspiração neles. Acho que um ponto forte no meu trabalho como designer é experimentar.

Você coloca a moda como expressão cultural, ao lado de outras, como a literatura e o teatro. Sente falta disso no mercado da moda em geral?
A moda é apenas um meio pra expressão. As artes e a História sim, essas me inspiram. Acho que a moda muitas vezes se inspira na própria moda. Gosto do processo que vai além.

A pesquisa do tema tem um papel importante em suas coleções. Tem para todo mundo, claro, mas no seu caso ela ganha bastante destaque. Sua formação em História deve colaborar pra isso, não?
Sempre fui muito amante de História e de pesquisa. Acho que porque, em geral, ela nos faz entender melhor o presente. Nos costumes e vestimentas de outras épocas entendemos muito sobre a evolução dos papéis da mulher e do homem na sociedade contemporânea. Esses estilos e conceitos estão muito arraigados em mim, ao mesmo tempo em que tenho a consciência de que estamos criando algo que, amanhã, também será parte da História. Com isso, vem a responsabilidade com os materiais, a intenção de cada detalhe, e as histórias por trás de cada coleção!

Silvia Feola, do site “Os Novos Bárbaros“, infohunter do site Lilian Pacce

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