Reativos: SPFW responde ao conservadorismo e discurso de ódio

19.03.2017

E teve homens mais velhos também! O supertop Jorge Gelati e Alex Schutz desfilaram na Ellus
Dinho Batista convocou várias das suas assessoradas pra sua estreia na Alexandrine: da esq. pra dir., Fernanda Tavares, Michelle Alves, Carol Ribeiro e Emanuela de Paula
Lembra quando a gente falava que modelo se aposentava cedo? Pois essa temporada teve uma surra de veteranos incríveis! Da esq. pra dir., de cima pra baixo: Suzana Kertzer na Uma; Carol Trentini na Ellus; Marina Dias na Ratier e Isabeli Fontana na Fabiana Milazzo
Mais conforto ainda? Escolha o seu tricô: o híbrido de camisa da Osklen, o bordado-enfeitado da Pat Bo ou o sossegado da Cotton Project
O slipper também chega na onda desse conforto: à dir. Cotton Project, à esq. Osklen, com acolchoado tipo doudoune – adoramos!
E o conforto com babado? À esq. Memo, à dir. Juliana Jabour
Mas se for pra usar um bicolor, que tal o bege com preto? Da esq. pra dir., João Pimenta, Giuliana Romanno e Apartamento 03
E o vermelho é a cor mais quente! À esq., Pat Bo, à dir., Ellus
Conforto monocromático: Uma (que, aliás, desfilou na Pinacoteca em silêncio, num convite à contemplação e reflexão), Osklen e 2DNM
O militarismo está super em alta: 2nd Floor, Gig no seu camuflado estilizado e À La Garçonne com casacões de segunda mão
Ou o camuflado? À dir. Reserva, à esq. 2nd Floor
Ou listras? Da esq. pra dir., Juliana Jabour, Lab e Helen Rödel
Qual é o seu padrão? Poá (da esq. pra dir., Lab, Isabela Capeto, Amapô)
Na Lab, o bordado de dona Jacira, a mãe de Emicida e Fióti, cita a música de Marisa Monte: “Apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza / A palavra no muro / Ficou coberta de tinta”
Não gostou quando pintaram o graffiti de cinza? Então vista a camisa: da esq. pra dir., Amir Slama, Cacete Company (com porta-spray) e Lino Villaventura
E é pra desafiar as regrinhas de “pode ou não pode”: a bota da hora é branca sim! Da esq. pra dir., Ratier, Pat Bo e Uma
Esqueça os limites entre o dia e a noite! Da esq. pra dir.: Gig, Giuliana Romanno, Lino Villaventura e Lilly Sarti
A mensagem em Amir Slama veio direta, em forma de tinta refletiva que só aparecia sob os flashes: frases feministas foram impressas no corpo das modelos
A sátira: Amapô arma um picadeiro pra apontar o circo que virou a vida do povo brasileiro
Na Apartamento 03, a dualidade se encontra em tom de fábula – um casaco vira outro, de costas, e o sutiã aparece por cima. De quebra, o plissado vem pela metade. Divididos!
Em Vitorino Campos, liberdade no vestir: a bolsa traz fechos de lápis de cor, a meia-calça é branca e o blazer tem uma modelagem que fica mais arredondada por causa de elásticos esportivos puxados!
Nessa pegada sexy, o sutiã é sem bojo e tem uma musa: Giovanna Rodacoski, que desfilou com a peça na Animale (à esq.) e na Ellus (à dir.)
Em Isabela Capeto, o sacro e o sexo se misturam. Tabu!
Liberdade sexual contra a caretice: À La Garçonne cheia de transparências e referências sadomasô

O formato see-now buy-now foi a conversa mais ouvida entre os fashionistas pelo SPFW. Será que é essa a resposta? E será que existe uma resposta só? A economia de custos e a contenção de riscos, que ficam maiores nesse modelo de negócios, não fazem com que o lado criativo fique prejudicado e se transforme em um see-now-banal? Ao mesmo tempo, há os estilistas que respondem aos estímulos da sociedade, dão as suas versões dos fatos, questionam temas como o conservadorismo e o crescimento do discurso de ódio. Na galeria, a gente recolhe tendências que conversam com essas reações. Confira clicando na foto!

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