Paulo Ricardo: “Não misturo roupa de palco e da vida”

07.11.2012

O RPM fecha o 1º dia deste Fashion Rio de outono-inverno 2013 com show durante o desfile da TNG. Blog LP acompanhou a banda no backstage – desde as entrevistas sobre a coleção de camisetas da banda em parceria com a marca que chegam em dezembro às lojas até a passagem de som. Paulo Ricardo ama moda e bateu um papo com a gente sobre o assunto:

Paixão por camisetas: “Eu amo, tenho muitas, é item obrigatório. A mais velhinha é uma do Jack Daniels que tá bem furada, mas guardo. Sempre que viajo compro muito, especialmente as de banda, tipo Beatles, Led Zeppelin, Rolling Stones… Tem uma que eu uso muito no palco que tem escrito ‘Who the fuck is Mick Jagger?'”

Veja imagens de Rodrigo Lombardi e o RPM na TNG

A vontade de fazer camisetas do RPM: “Em 1982 comprei um modelo verde-oliva da turnê ‘War‘ do U2. Usava muito e pensava ‘quando eu tiver uma banda quero isso também’, porque tinha essa cultura de ter a camiseta, o bottom. Já no RPM, em 1986, a Yes Brazil procurou a gente e lançou duas peças, uma colorida e outra em P&B que tinha meu rosto, a gente estava estourando. Depois tentei muitas vezes refazer isso e agora veio essa parceria com a TNG e banda pra uma linha de camisetas.”

Os figurinos dos shows: “A regra é não misturar. Divido bem o que uso no palco e na vida, porque o show é aquela coisa flash, vistosa, não rola pro dia-a-dia. Sou fã do Paul Smith, sempre usei muita coisa dele no shows – gastava muito com isso nos anos 90! Tinha um terno de couro bege dele, um outro todo roxo… Também tinha um casaco todo de franja do Gaultier.”

O problema do camarim: “O negócio é que não dá pra se apegar a essas coisas, porque no camarim tudo some, você perde rapidinho. Tenho evitado andar com acessórios e coisas que eu gosto muito quando vou pros shows pra não perder!”

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