O punk revive na Semana de Moda de Londres!

Montagem Site Lilian Pacce
O novo queridinho: Matty Bovan, aqui com Winnie Harlow agradecendo aos aplausos, e sua moda bricolagem neopunk Próxima Ver mais fotos
O novo queridinho: Matty Bovan, aqui com Winnie Harlow agradecendo aos aplausos, e sua moda bricolagem neopunk

A edição de primavera-verão 2019 da Semana de Moda de Londres mal começou mas a gente já sente uma vibe no ar: o punk, quem diria, voltou. O novo queridinho dos fashionistas, em seu segundo desfile no evento, é Matty Bovan. O estilista é amigo de gente com trabalhos bem diferentes entre si, de Vivienne Westwood (que estava na fila A com o marido Andreas Kronthaler) a Stuart Vevers (com quem já colaborou na Coach e tem uma coleção em parceria, à venda no site MatchesFashion.com). Suas criações estão bem próximas do Do It Yourself de Vivienne mas tem personalidade própria – Matty ainda contou com Winnie Harlow, uma das modelos mais-mais do momento, na passarela.

Veja também: o exotismo dessas body modifications!

A própria Vivienne, em boa fase na sua marca própria, é reverenciada pelo nome que todos comentam, Riccardo Tisci, prestes a estrear na Burberry em desfile na segunda-feira, 17/09, às 13h (horário de Brasília) – a gente vai transmitir ao vivo, viu, fica ligado nas redes sociais! Uma coleção de clássicos da estilista está no prelo, prometida pra dezembro de 2018 nas lojas da Burberry – é provável que nada disso apareça na estreia de Tisci na passarela da marca inglesa, mas quem sabe? E dá pra esperar algo de punk, sim – faria sentido, porque Riccardo adora streetwear e poucas referências são tão britânicas no streetwear quanto o punk.

Enquanto isso, em sua marca própria, Vivienne segue com discurso políticono vídeo de sua coleção de primavera-verão 2019, ela diz: “Políticos são criminosos e eu sou uma bruxa!” A gente ama!

E ainda existem outros sinais: Pam Hogg segue firme e forte com suas provocações em forma de transparência (ou simplesmente nudez), um tom sarcástico de romantismo em alguns momentos e, no geral, um questionamento sobre o conceito de feminilidade. Em tempos turbulentos, criações mais atentas a mudanças e protestos se destacam.

Também teve referência ao punk no desfile de Jeremy Scott em NY, clique pra conferir!

E Nicola Formichetti? Em seu desfile clubber anos 90 pra Nicopanda, bem de acordo com as imagens de divulgação que soltou na sua volta ao styling de Lady Gaga no show de Las Vegas, ele acena pro punk: pintam símbolo de anarquia e uma citação à morte da música disco. Em 1979, foi organizado em Chicago um evento chamado Disco Demolition Night, que marcou a história por ir contra o estilo com queima de LPs e tudo o mais. Muita gente criticava o hedonismo da disco e se identificava mais com o punk (o disco “Never Mind the Bollocks“, do Sex Pistols, é de 1977), mas hoje também existem correntes que defendem que esses movimentos antidisco tinham um cunho racista e misógino. Não que Nicola se aprofunde tanto: o moletom “RIP Disco” parece mais irônico que militante, assim como os símbolos anárquicos. À moda millennial hipster: o novo punk tem “autoironia à toda prova”? Veja mais na galeria!

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