Como ajudar em causas humanitárias, por Emma Ferrer

24.04.2018

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Sobre ajudar causas humanitárias: “É muito mais fácil de se envolver do que as pessoas normalmente pensam. O primeiro passo é falar sobre o assunto sempre que possível: com um amigo, por exemplo. Dessa forma, você começa a gerar conscientização. E depois, também é importante saber o que é um refugiado.”
Mas, pra quem não sabe, Emma é mais do que uma neta: ativista da causa dos refugiados, ela é embaixadora da ONU
A neta de Audrey Hepburn veio ao país a convite da marca Uma da estilista Raquel Davidowicz
Emma Kathleen Hepburn está em terras brasileiras – clica pra ver mais

Emma Ferrer, a neta de Audrey Hepburn, está no Brasil a convite da Uma! Ela assistiu ao desfile da marca brasileira, esteve no jantar comemorativo na casa da estilista Raquel Davidowicz (de culinária vietnamita, delícia) e vai comparecer ao evento da marca com a Organização Social Abraço Cultural, que reinsere refugiados transformando-os em professores da língua natal (que rola nessa quarta, 25/04, das 18h às 21h na loja da rua Girassol, 273, na Vila Madalena, com barracas de comida, venda de tecidos senegaleses, música latina e outras atrações). Mas, pra quem não sabe, Emma é mais do que uma neta: ativista da causa dos refugiados, ela é embaixadora da ONU. A gente conversou com ela um pouco antes do desfile da Uma começar. Confira!

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Como podemos ajudar nas causas que envolvem direitos humanos? Você teria dicas?
É muito mais fácil de se envolver do que as pessoas normalmente pensam. O primeiro passo é falar sobre o assunto sempre que possível: com um amigo, por exemplo. Dessa forma, você começa a gerar conscientização. E depois, também é importante saber o que é um refugiado. Que não é só alguém que vem do continente africano ou do Oriente Médio, e nem mesmo alguém que sai do seu país de origem; uma criança que sai da sua casa por causa de violência doméstica é uma refugiada também. É alguém que precisou sair do seu ambiente e está em outro lugar.

E ações? Existem ações efetivas que a gente pode tomar?
Sim! Algo como esse desfile, que está acontecendo no Museu do Imigrante da cidade, isso é uma ação. Uma ação maior pode ser doar dinheiro, mas não necessariamente precisa ser isso: você pode fazer um curso de línguas no Abraço Cultural; ou você pode simplesmente abraçar um refugiado. Dá pra se envolver de mil formas.

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Você já falou desse desfile da Uma. De que outras formas o mundo da moda pode ajudar?
O Geová Rodrigues, [estilista brasileiro] que me apresentou pra Raquel, fez um desfile, acredito que na Áustria ou Alemanha, no qual ele só usou modelos refugiados. A moda é uma grande plataforma, tem tantos seguidores e audiência, é o lugar perfeito pra conscientizar. Mesmo que você só diga a palavra, ela acaba ficando na cabeça das pessoas.

E por último, não poderíamos deixar de perguntar… Qual é o seu filme preferido da Audrey Hepburn?
“Funny Face”, definitivamente!

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