Ronaldo Fraga abril 2016

26.04.2016 - 13:59 Desfiles SPFW comente!

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Vivemos na era da internet, onde as fronteiras não existem mais, o livre acesso à informação é pleno… mas não é bem assim. Hoje, a realidade dos refugiados aparece despertando uma crise na Europa, que colabora com o crescimento do discurso da extrema direita pela coibição e repressão da imigração. No meio de tudo isso, a intolerância no geral ganha espaço. Usando isso como ponto de partida, mais a literatura do moçambicano Mia Couto e do angolano Walter Hugo Mãe, Ronaldo Fraga chega numa reflexão sobre a condição negra no mundo de hoje – o negro que foi forçado a “ser um imigrante” ontem, como escravo, e uma sociedade que segue com características escravocratas herdadas de séculos e séculos; o negro também que é forçado a ser um imigrante agora, como os haitianos, fugindo da realidade do seu país, ou os nigerianos, também escapando da violência no seu local de origem. Refugiados de lugares diversos e que se estabeleceram no Brasil fazem parte do casting, misturados a modelos; imagens impactantes de negros estampam looks, assim como fotos dos barcos-túmulo ampliadas; a balaclava de tricô colorido do começo esconde o rosto; bordado de linha com mãos negras e correntes é aplicado na transparência roxa.

Ainda assim, existe o sentimento de alegria. Ele se concretiza nas roupas-estruturas de elásticos coloridos unidos formando arco-íris; nas peças com flores mil, jardim de sonhos. Há amor, carinho e receptividade, ainda, por mais que a esperança pareça artigo de luxo. É importante acreditar. (Jorge Wakabara)

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