A Martu já existe há 10 anos, mas só agora chega pra passarela de um grande evento. “Até hoje estávamos focados num processo de pequena escala, de ateliê, e essa é a preparação pra um 2º passo da marca, de expansão”, revela a estilista Marta Macedo. Ela conta com ajuda de peso nessa nova fase: consultoria criativa de André Lima e styling de Dudu Bertholini, que trazem uma “imagem mais desfile” pra essa mulher bacana que já é cliente e curte uma moda festa diferente, de pegada que mixa glamour com um certo ar grunge-hippie que faz toda a diferença. Mesmo: pra quem procura um vestido “diferente dos outros”, a Martu é um dos melhores lugares pra achar!

Essa elegância desmontada, portanto, traz franjas de cores fortes, blusas detonadas rock ‘n’ roll, bordados ora orgânicos “manchados” que parecem estar “infectando” o vestido, ora canutilhos formando desenhos geométricos que em efeito 3D “saltam” pra fora (a calça pesa 6 quilos!). André descreve essa imagem de mulher como “hippie no Regine’s – mas ela deu uma passada em Londres“. Os brincos, colaboração de Bárbara Müller, são enormes, plumas coloridonas que ajudam a compor esse visual setentista renovado e selvagem. A sensualidade é agressiva mas não é clichê, por vezes mais sugerida pelo escorregar do tecido do que no mostrar a pele – mas sim, mostra a pele também, inclusive em transparências atrevidas. Uma ótima estreia – mais pro negroni que pro champanhe, ousada, autêntica. (Jorge Wakabara)

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