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Lilly Sarti abril 2016

25.04.2016

As coisas se encontram: Lilly Sarti conta no backstage um pouco antes do desfile começar que ela já tinha um pedaço de pedra cortada com aqueles veios marmorizados na mesa dela, esperando pra virar inspiração de uma coleção. Ela juntou isso com a obra do pernambucano Gilvan Samico, que ela já admirava, mais o trabalho em madeira do designer Hugo França. Tudo isso dá no Sertão Líquido, título da apresentação, sugerindo uma silhueta que escorre em modelagens desabadas, longilíneas, mais que fluidas. “Quis fazer uma coleção pra uma mulher que quer estar mais confortável, que trabalha e tem uma rotina puxada mas continua bonita, e que também está mais envolvida com a natureza”, Lilly explica. O clima, como ela e Renata gostam, tem algo de místico-mitológico ainda que sertanejo – coisa de Gilvan, que casou com uma taróloga e, na opinião da estilista, acabou incorporando elementos das cartas em suas obras. Também continua a sensualidade característica – transparências, decotões, braços de fora, “nesgas” de perna…

E o resultado? Uma profusão de looks maior (39, sendo que geralmente elas fazem cerca de 10 a menos), com o seu chic casual ainda mais variado, cheio de pesos, materiais, texturas e desejo. (Jorge Wakabara)

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