Lilly Sarti alto verão 2017

26.10.2016

É uma nova fase pra Lilly Sarti, nitidamente mais leve, madura e solar. Está subentendido um pedido de calma – a mandala caleidoscópica simbolizando luz transformadora projetada na boca de cena, a trilha com toda uma pegada espiritual, a cartela de cor quase que inteira clara. As roupas são basicamente de seda, crepe e tule – o último em cores e peso que lembram lingerie. A marca sempre teve uma pegada mística que Lilly e Renata curtem, mas existe algo diferente aqui. “O espiritual pra mim é pensar no coletivo. Quando você toma essa consciência, isso deixa de ser místico, passa a ser uma verdade”, explica Lilly no backstage, antes do desfile começar. Ao que tudo indica, as peças, algumas com pre-order com entrega em dezembro, carregam também uma reflexão sobre a maneira de consumir, sobre a velocidade que impede a apreciação, sobre os ritmos diferentes de cada um. O figo, fruta de uma das únicas estampas do desfile que a estilista chama de símbolo da transformação mas que também guarda como significado fertilidade, faz nascer essa Lilly Sarti mais serena e em contato profundo com seus próprios processos de fazer roupa, ainda com um pé no setentismo mas sem ser new age de boutique. E, assim, (ainda) mais contemporânea! (Jorge Wakabara)

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