Gig primavera-verão 2014/15

09.04.2014

“Moda é criação. Você tem que estar livre, não pode deixar a tendência te confundir”, explica Gina Guerra, a estilista da Gig, contando do “detox fashion” que fez em Bora Bora, na Polinésia Francesa, no começo do ano pra criar a primavera-verão 2014/15 da marca. Da convivência com os nativos e da experiência in loco, ela ampliou mais suas modelagens, fez alcinha (de crochê!) e mídi, e começa a se afastar do tiro certeiro do vestido-de-princesa justo em cima e evasê embaixo pra adentrar em praias mais arriscadas – e por isso mesmo mais interessantes.

Logo de cara dá pra perceber dois vestidos diferentões: o mídi com cintura marcada e mangão largo e o reto sem manga pelo joelho, ambos mais pra fashionista que pra patricinha. Entre as técnicas, tem a malha fininha e transparente que recebe outro tricô com alto relevo por cima (alguns são tribais e outros florais) e o enrugadinho (do look dourado de Renata Kuerten, por exemplo). As folhas no jacquard fazem o desenho op-art da hora, e os hibiscos, claro, não podiam faltar – ambos remetem ao universo do último desfile de Dries van Noten sem necessariamente repeti-lo. O resultado não deixa de ser urbano, apesar do clima surfe-relax, e sinaliza um rumo bem interessante pra marca nessa que é uma das melhores apresentações do Minas Trend. (Jorge Wakabara)

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