CZO outono-inverno 2018

10.11.2017 - 17:19 Desfiles comente!

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A multimarca Cartel 011, pra quem não sabe, tem uma marca própria, a CZO. Mas é a primeira vez que ela lança uma coleção completa de roupas (ela já faz sapatos, inclusive pro atacado, e também algumas parcerias, como com a Melissa e a Rider – as papetes de nylon coloridas desse desfile são fruto de mais uma colab com a última). Inspirado no que ele chama de “caos sofisticado”, Cristian Resende conversa com a cultura do mash-up, misturando referências e símbolos de maneira bem contemporânea. Aqui cabe o russo cirílico e o coreano hangeul, a arte erótica japonesa shunga e a geometria espacial, a onça e o floral, tudo junto com direito a frases em latim, fetiche da marca desde que ela usou “Non Ducor Duco” (“não sou conduzido, conduzo”), que está no brasão de SP, pela primeira vez.

A roupa, como era de se esperar, também é bem urbana mas ao mesmo tempo cheia de detalhes: estampas, aplicação de cordas formando franjas, sobreposições com direito a telas e transparências. Quatro tendências fortes: oversize, camisaria, sportswear e japonismo especialmente nas citações aos quimonos. No fim, mas antes da fila final de looks, rolou uma canja de Ney Matogrosso ao vivo como convidado especial usando a camiseta com a frase “Prefiro Toddy ao Tédio“, uma réplica da que Cazuza usou (e eternizou) em foto histórica de 1986. Um slogan? Não: ela é originalmente da escritora Ledusha Spinardi e saiu em uma livro dela de 1981! A Toddy em si apoiou o desfile (todo mundo da primeira fila também ganhou uma camiseta). (Jorge Wakabara)

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