A beleza frágil e transparente do vidro na Aluf

26.04.2019

Como lidar com o fato de que você é o nome do momento na moda brasileira? Os editoriais te querem, as modernas te querem, as clientes de e-commerce te querem, até a Anitta te quer (a cantora usou um top da marca em um dos clipes de seu álbum novo, “Kisses”). Bom, no caso de Ana Luísa Fernandes, o nome por trás da Aluf, você continua na sua, com as suas metáforas, as suas verdades, mas segue estudando e aprofundando seus temas. Essa coleção apresentada na edição N47 do SPFW fala sobre como todos nós somos um só, a partir do conceito de Jung de inconsciente coletivo: “No mundo que estamos hoje, de tantos opostos, a gente aprender a se ouvir e a se escutar, a entender que o outro é parte de nós, é importante”, a estilista explica.

Portanto ela começou a pensar no reflexo com o vidro, que se encontra com a água da temporada anterior – tem a primeira estampa da marca, uma coisa tipo vidro cheio d’água; as bolsas de vidro soprado com água dentro; e também o vidro em si como material aplicado ou na peça (o top de vidro à Paco Rabanne que vai fazendo barulhinho quando a pessoa mexe é delicado, moderno e lindo). E nesse refinamento de ideias anteriores, Aluf consegue se aprofundar cada vez mais em sua essência traduzindo-a em peças comerciais com personalidade. Um desfile redondo e belo, que justifica o hype. (Jorge Wakabara)

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