De cabeça raspada e muita atitude

Flávia Akemi
A modelo Katia André é uma do time das cabeças raspadas - clica pra ver mais! Próxima Ver mais fotos
A modelo Katia André é uma do time das cabeças raspadas - clica pra ver mais!

Na televisão, nas ruas, nas passarelas… a gente têm observado cada vez mais esse “movimento”: mulheres que decidiram desapegar dos fios e raspar a cabeça! Historicamente e na cultura pop, as mulheres carecas são símbolo de luta, força e muita atitude: da cantora Grace Jones à personagem Eleven, de “Stranger Things” e Furiosa de “Mad Max“, todas elas representam muito bem isso.

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Nessa edição do SPFW, o número de modelos com a cabeça raspada foi grande: o casting da Just Kids, por exemplo, era formado predominantemente por elas. E Luisa Matsushita, a Lovefoxx, que comandava as picapes, assumiu recentemente o visual! A modelo Zyom, que também participou do desfile, raspou o cabelo em março, por vontade própria e apoiada por sua agência, a Squad: “É muito libertador, queria essa quebra de padrões, de botar a cara no mundo, e desde que entrei em contato com o feminismo me senti cada vez mais empoderada e desconstruída em relação ao cabelo”. Sobre o preconceito, ela conta: “Vim do Rio Grande do Sul, de uma cidade relativamente pequena, e sofri preconceito. Lá eu saía na rua e me olhavam diferente, com uma curiosidade absurda. É muito estranho que as pessoas encarem dessa forma.”

E as vantagens e desvantagens do corte? Estela Carregalo, estilista da marca Insomnie, revela: “Acho que a maior vantagem é a sensação de liberdade absurda que, dentre todos os cabelos que já tive, só o raspado me proporcionou. Me senti muito mais eu mesma, parecia que eu não me escondia mais atrás de um cabelo, foi o momento que me senti mais realizada com a minha própria aparência. E as desvantagens, só consigo pensar em uma: o frio! Mas no calor é ótimo!”

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A feminilidade sempre é pauta quando o assunto é cabeça raspada e a atriz Katia Lazarini, que tem a cabeça raspada há anos, dá a letra: “Gosto de transitar visualmente entre o feminino e o andrógino e acho que esse corte facilita essas possibilidades. Quando quero ressaltar o feminino, uso brincos grandes, maquiagem e vestidos; e quando quero estar mais andrógina opto por visual mais básico combinando jeans, t-shirts e botas”. E aí, curtiu? Na galeria você confere mais – clica na foto pra conferir!

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