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Por dentro dos “Interiores” de Ana Elisa Egreja

27.07.2010 - 20:00 Portfolio 2 comentários

Ana Elisa Egreja gosta tanto de um quadro de Johannes Vermeer quanto de uma torta de morangos. Os elementos que a jovem artista plástica paulistana coloca na suas obras podem, portanto, sair de alguma referência formal de sua educação artística, na FAAP-SP; mas em suma saem do que ela considera mais importante pra sua linguagem… Um doce, uma tela. É isso o que torna sua arte algo especial.

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"Alcir, o veado ensolarado", 2010

A série “Interiores” é a mais recente. Ela está numa exposição individual dentro da Temporada de Projetos de 2010 do Paço das Artes (projeto que também inclui Rick Castro e Rafael Campos Rocha, num grupo de 10 selecionados entre 400 inscritos). A disposição de “Interiores” no espaço foi uma das maiores dificuldades: “O excesso é confortável para mim. Mas era demais pra exposição, tanto que tive que tirar uma das oito telas dali, a ‘Três bebês pandas brincando no quarto preto e branco da mamãe’.”

As obras são de médio e grande porte (levaram cerca de 2 meses cada pra ficarem prontas), e trazem uma nova proposta de organização de planos pra tirar a pintura da bidimensionalidade – na continuação de uma investigação que já havia sido iniciada na série anterior da artista, a “Hunting Dogs“. É por isso que os meios digitais entraram no processo artístico de Ana Elisa: “Sem nem saber mexer, comecei a fazer os projetos dos quadros em programas como o After Effects“, disse ao Blog LP. O produto final, de qualquer forma, é feito em tinta a óleo, uma técnica tradicional.

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Da série "Naturezas Mortas": "Pombas sobre renda laranja, prata, bege, branco", 2009

As influências que leva pra dentro dos quadros saem da moda e da decoração. Ana Elisa diz sem o menor problema que acessa mais sites de moda do que de arte. “Fiz uma tela a partir de uma coleção da Prada“, contou a artista, se referindo a coleção de outono-inverno 2008 da grife, que fez parte da fase das rendas que teve há um tempo atrás. Os animais, temática que percorre toda a sua obra, também saíram das estampas de tecidos. “Coleciono retalhos desde muito pequena. Minha próxima série [que será exposta na galeria Laura Marsiaj, no Rio, em novembro], por exemplo, tirei de uns tecidos meio folk que encontrei numa viagem aos Estados Unidos”. Para ver mais, vá até o Flickr de Ana Elisa Egreja.

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Comentários (2)

  • amarildo soares dos santos disse:

    as suas obras tem profundidade e movimento, animais em locais e situações improváveis, um caos organizado! não entendo muito de arte mais foi o que eu senti; parabéns!!!

  • Jihana Rosa disse:

    A arte da Ana é única e é tão perfeita que parece uma colagem de tecidos e desenhos. Mas é tudo pintura…é incrível, um trabalho primoroso! Parabens Ana! saudade!

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