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A multiplicidade de Adriana Ortiz
Aos 35 anos, Adriana Ortiz “culpa” a mãe pelo ingresso no mundo das artes. “Quando criança ela me colocava dentro de uma caixa cheia de revistas, tesoura, cola e lápis de cor pra eu ficar quietinha, como toda criança”, brinca. Não é à toa que foi cursar Desenho de Comunicação e depois Ilustração de moda no Senac. Em 2007, formou-se no curso de Editoração e trocou o trabalho de auxiliar administrativa e vendedora pela carreira de designer editorial. Passou a pintar telas e fazer esculturas, se envolveu com artesanato e customização de roupas. “Ainda toco contra-baixo em uma banda de rock”, conta a artista que não se contenta com um uma única forma de expressão. Como todo talento que aguarda um lugar no panteon dos grandes nomes do design gráfico, faz freelas de ilustração e se prepara para lançar em janeiro seu primeiro livro infantil. “Totalmente ilustrado e diagramado por mim”, orgulha-se. Além das artes visuais, as letras lhe dão grande prazer: “Tenho uma pequena bagagem de teatro e adoro escrever contos de terror e suspense que envolvem lendas urbanas, geralmente são histórias de pessoas que já viram fantasmas ou ouviram alguma história macabra”. Tantas influências só poderiam render este interessante portfólio, tão variado quanto Adriana.
| tags: portifólio, Ademar Ferreria, design |
Artista mil e uma utilidades
Antes mesmo de completar 18 anos, Ademar Ferrera já havia trabalhado um bocado: ao chegar em SP aos 13 anos, vindo de Maringá, no Paraná, foi ser modelo. Fez campanhas de TV quando adolescente, passou a professor de informática, dublador de rádio, pianista e até sub-regente de coral! Mas foi no design e na moda que ele se encontrou. Enquanto cursava publicidade, conseguiu um estágio na Iódice, no departamento de estilo. Lá, ficou aproximadamente um ano, quando topou de ir trabalhar na sede da Colcci, em Santa Catarina. O período dentro da marca fez com que ele aprimorasse seu trabalho de estamparia e direção de arte até seu retorno a SP, em 2005. De volta, foi contratado como diretor de arte de estilo da Zoomp e Zapping, onde criou uma “house” interna de criação. “Toda a pesquisa e concepção de imagem era feita em nosso departamento de arte, onde também desenvolvíamos projetos especiais, estudos em design têxtil, além de toda a programação visual e estamparia das marcas”, explica. Ao sair de lá em dezembro, “muitos projetos paralelos foram surgindo”, conta. E por isso não parou mais. Hoje, AD, como é conhecido nas noites onde mostra seus dotes musicais como DJ, divide seu tempo com diversos projetos:
- Design de roupas, estampas, campanhas e styling para a marca experimental TudiCofusi. “Eu e quatro amigas deixamos a imaginação nos levar e, em apenas duas edições, já somos um dos destaques da Casa de Criadores”.
-A Galeria Emma Thomas, reduto de novos talentos da arte contemporânea em São Paulo, onde ele assina a identidade visual e expõe seus estudos de artes plásticas.
-ReginaNITES!, sua banda de 'brazilian electro' com a baterista americana Kerby Ferris. “Abrimos o Queerfest deste ano e estamos negociando uma turnê pelos EUA e Europa no ano que vem junto com a banda Lovers, de Portland”.
-Muitas colaborações para grandes marcas. Na última SPFW ele assinou a estamparia dos desfiles de Pedro Lourenço, Wilson Ranieri, UMA e Maria Garcia.
-A rádio virtual VoidIssue, onde é colaborador.
O pique pra tudo isso? “Gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo”, conta esse multi-artista que se prepara para uma nova empreitada: “em breve vou lançar minha própria marca de roupas, confeccionadas na oficina da minha mãe, chamada ONONO”. Estamos ansiosos pra ver!
| tags: portifólio, Bel Duarte |
As grávidas de Bel Duarte
Desde pequena, a fotografia roubava a cena do quarto e de toda casa de Bel Duarte. “Quando casou, minha mãe passou a fotografar as corridas de automobilismo do meu pai. Essa paixão pela fotografia passou de mãe pra filha”, conta. Aos 17 anos, morou um ano na Europa e estudou em Montreux, na Suíça, onde fez seu 1º curso de foto e se entregou totalmente à arte de fotografar. No Brasil, fez um ano na extinta “Escola Superior de Fotografia”. Mas a carreira foi interrompida por uma faculdade de Comunicação, uma especialização nos EUA e 7 anos trabalhando na área de marketing e propaganda. Há sete anos, ela e uma amiga resolveram retomar suas verdadeiras paixões. Fizeram mais um curso de fotografia, desta vez no Senac, e o sucesso foi imediato. Hoje, seu trabalho é captar os momentos únicos e especiais da gravidez e seus (futuros) bebês. “Minha vida mudou muito com o nascimento dos meus filhos Antonio e Marina, em 2004 e 2007. Fotografar grávidas e crianças ganhou um novo sentido”, explica Bel, que defende que a emoção de gerar uma vida deve ser registrada. A própria experiência de ser mãe ajudou-a a captar com sensibilidade toda a magia e encanto desse universo. “Esse é o meu mundo, e essa alegria eu sinto todos os dias ao lado dos meus filhos”, diz. Agora, acaba de se mudar para o Rio. E é na cidade maravilhosa que começa novamente do zero: novos clientes, novos cenários, novos olhares. Sempre mostrando a beleza contida em um bom barrigão.
| tags: André Brandão, fotografia |
A fotografia fala mais alto
Que menino nunca sonhou em ser astronauta? Pois André Brandão levou a história muito a sério… Do Brasil, partiu para os EUA, onde foi estudar no famoso MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Cambridge. A idéia era cursar Engenharia Aeroespacial e trabalhar na NASA. Acabou formando-se em Engenharia Mecânica, com um minor (um espécie de 2a faculdade) em francês, tendo passado um semestre na Sorbonne, na França. Seu trabalho de formatura? Uma tese sobre a identidade e realidade na literatura de Marguerite Duras. Tudo a ver, né? Mas não era nem a literatura, nem a engenharia o destino de André… É que aos 11 anos, bem antes de tudo isso acontecer, ele tinha descoberto a fotografia numa pequena loja perto do farol da Barra, em Salvador. Depois, fez um curso no Foto Cine Clube Bandeirantes, fotografou ininterruptamente e sonhou seguir a profissão por alguns anos até abandonar seus planos. Só que, ao voltar ao Brasil depois de suas voltar pelos EUA e França, a fotografia falou mais alto. Trabalhou cinco anos como assistente em estúdios de moda e publicidade em SP. Dedicou o início de sua carreira ao aprimoramento técnico e foi, como não poderia deixar de ser, evoluindo. Hoje, tem no currículo trabalhos para algumas das mais importantes revistas do mercado, além de campanhas e colaborações para o jornal O Estado de S. Paulo. Aqui, nesse Portfólio, Blog LP mostra uma seleção de suas melhores imagens.
| tags: Raquel Davidowicz, Uma, Japão, fotografia |
O Japão de Raquel Davidowicz
Os encantos do Japão seduziram tanto Raquel Davidowicz, da UMA, que hoje ela inaugura em sua loja na Vila Madalena a exposição "Meu olhar sobre o Japão". A estilista esteve de férias na Terra do Sol Nascente em julho e, admirada com a vida dos japoneses, cultura e as experiências vividas no lugar, registrou mais de 2 mil fotos. De volta ao Brasil, a amiga e arquiteta Lia Strauss deu a idéia: “Ela é ligadíssima em arte e fotografia, sugeriu a mostra e acabou fazendo a curadoria”. São mais de 45 painéis expostos dentro e fora da loja. Entre as cidades que visitou - Tóquio, Kyoto, Nara, Hiroshima, Yakohama, Nagoya e Hakone – Raquel não consegue eleger a preferida. Pra ela, o bacana mesmo foi fotografar as pessoas, que “são especiais, expressivas e autênticas”. Experiente com a tensão pré-desfiles, ela tira de letra o nervosismo da primeira exposição. “É mais tranqüilo. É como chamar os amigos pra desfrutarem minha viagem pessoal”. De SP, onde as fotos ficam por 15 dias, a expô deve seguir pra Brasília, onde Raquel também tem uma loja. Pensa que é só isso? “Confesso que tudo o que vi encheu minha cabeça de idéias, que com certeza já estão mexendo comigo e vão surgir na coleção”. Tem Japão na Uma vindo aí.